Boeing 737 MAX
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Mais um desfecho do Boeing 737 MAX foi definido na Justiça dos Estados Unidos nesta semana. De acordo com uma publicação do Wall Street Journal, os atuais e ex-diretores da Boeing chegaram a um acordo com os acionistas da empresa.

As seguradoras dos diretores da Boeing devem pagar cerca de US$ 225 milhões pelos danos que estes tiveram com os problemas do 737 MAX, nos últimos dois anos. De acordo com a publicação do WSJ, o acordo será arquivado em um tribunal de Delaware nesta sexta-feira (05).

Durante a crise que a Boeing sofreu com o 737 MAX, desde o primeiro acidente de 2018, as ações da empresa despencaram rapidamente. Atualmente as ações da Boeing listadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE) ainda não recuperaram o valor negociado em 1º de março de 2019, antes do 2º acidente e das paralisações das operações do 737 MAX.

Um juiz em Delaware permitiu que o processo ocorresse por parte dos acionistas devido à negligência dos diretores da fabricante norte-americana. O juiz também ressaltou que nenhuma ferramenta foi desenvolvida entre o 1º e o 2º acidente com o 737 MAX, mostrando a negligência e falha de monitoramento da aeronave.

Outros processos continuam na justiça dos Estados Unidos. Em outubro deste ano um ex-piloto de testes da Boeing foi indiciado por enganar a Federal Aviation Administration (FAA) durante o processo de certificação do MAX. O Departamento de Justiça disse que Mark Forkner “reteve intencionalmente” informações cruciais sobre o MCAS da FAA e dos clientes das companhias aéreas da Boeing. 

Além disso, familiares dos envolvidos nos dois acidentes com o 737 MAX estão com processos abertos nos EUA, para obter uma indenização da Boeing sobre este caso.

 

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