O Presidente dos EUA, Donald Trump assinou um projeto que proíbe a transferência do caça Stealth Lockheed Martin F-35 para a Turquia. O projeto faz parte do Ato de Autorização de Defesa Nacional (NDAA).

Não é de hoje que os países discutem a proibição da venda do Lockheed F-35 à Turquia, que é um dos parceiros do programa do caça e um dos países membros da OTAN. Em julho desse ano foi novamente discutida a decisão da venda dos F35 para o país em questão e na época tanto o presidente Trump, quanto o Secretário de Defesa dos EUA, James Mattis eram a favor da transferência do caça, mas pelo jeito isso mudou.

Um dos motivos alegados para a venda do caça era o interesse da Turquia em adquirir o míssil S-400 de fabricação russa, o que claramente não é de agrado dos EUA, até porque a Turquia e os EUA já têm históricos de parceria relacionados a questões bélicas.

Outro motivo veio a tona com a assinatura de Trump, trata-se do caso do pastor americano, Andrew Brunson que está sob custódia da Turquia desde 2016 e devido a isso existe sanções doa EUA a Turquia. Ainda há questões sobre um golpe militar que não deu certo no mesmo ano contra o presidente Erdogan e esses dois conflitos somam-se com o primeiro relacionado a compra do míssil S-400.

Com essa decisão, o programa F-35 perde um parceiro de relevância, pois a Turquia, como dito fazia parte do programa e empresas turcas como a Turkish Aerospace Industries, está produzindo componentes da fuselagem do caça, além da localização do local de manutenção dos motores do F-35 também estão instalados na Turquia, o que demostra que o país tem grande participação no programa.

O plano da Turquia é adquiri 100 unidades do caça norte-americano, sendo que 30 já foram encomendados, em um custo que gira por volta de US$ 1,2 bilhões para esses trinta caças.