O X-56B após um voo no dia 19 de Abril. Foto: NASA/Dovulgação.

Um drone X-56B da NASA foi destruído em um acidente por volta das 07h35 do dia 09 de julho. Segundo a agência espacial, a aeronave remotamente pilotada estava em um voo de testes no Armstrong Flight Research Center na Base Aérea de Edwards, Califórnia, quando uma anomalia causou um forte impacto contra o solo, destruindo o veículo. Não houve feridos ou vítimas. 

Segundo o Flightglobal, o X-56B era o sucessor do X-56A que esteve em serviço com a NASA durante seis anos até encerrar suas atividades em 2019. Desenvolvido em parceria com a Northrop Grumman e o Laboratório de Pesquisas da Força Aérea (AFRL), o X-56B era usado desde abril de 2021 para testar e avaliar maneiras de diminuir o flutter, “uma forma de vibração incontrolável” à qual asas mais finas e flexíveis são bastante vulneráveis.

Foto: NASA/Divulgação.

De acordo com o portal, o controle de flutter é importante para a NASA pois asas leves e de grande alongamento (high-aspect-ratio) “são vistas como importantes para aviões comerciais mais econômicos e aeronaves militares de longa autonomia.”

A USAF tem interesse em designs de aeronaves leves de asas combinadas e asas voadoras porque as formas podem permitir voos de longa duração – uma capacidade potencialmente valiosa para missões como as que envolvem vigilância e bombardeio de longo alcance. As configurações de asa combinada e asa voadora também têm menos seção transversal de radar do que outros projetos, tornando-os mais furtivos. Essa configuração é usada pelo B-2A Spirit e o B-21 Raider, sucessor do B-2 e B-1B

No ano passado, as fabricantes Lockheed Martin Northrop Grumman e General Atomics Aeronautical Systems revelaram renderizações de conceitos de Veículos Aéreos Não-Tripulados (UAV) de asas combinadas para o programa MQ-Next da USAF, uma competição de aquisição para substituir o General Atomics MQ-9A Reaper a partir de 2030. A USAF quer um UAV de próxima geração com grande autonomia para realizar missões de inteligência, vigilância e reconhecimento, além de missões de ataque.

Foto: NASA/Divulgação.

“A fuselagem [de asas combinadas] mescla asas eficientes de alta sustentação com um corpo em forma de aerofólio amplo, permitindo que toda a aeronave gere sustentação e minimize o arrasto”, diz um folheto informativo da NASA. “Esta forma ajuda a aumentar a economia de combustível e cria áreas maiores de carga útil (carga ou passageiros) na parte central do corpo da aeronave.”

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