De uns anos para cá, o número de drones nos céus do mundo cresceu bastante, primeiramente eram e ainda são usados para lazer, depois se descobriu que é possível ganhar dinheiro com eles, com filmagens de eventos por exemplo. Mas os drones podem também ser perigosos.

Na Venezuela dois drones acabaram por explodir em uma região onde estava o então presidente do país, Nicolas Maduro. Um dos drones teve o sinal cortado por ondas de rádio e acabou batendo em um prédio e explodindo, já o segundo também explodiu, mas acima dos seguranças que estavam no evento, acabando por ferir sete pessoas.

Tudo leva a crer que os drones foram usados como uma tentativa de ataque, e caso de fato tenha sido usado como um ataque é o primeiro do tipo. As contra medidas em relação aos drones são a interrupção das frequências de rádios, através de interferência, com isso os drones perdem o controle com a base e cai em solo.

(Secretaria Municipal de Segurança Urbana/Divulgação)

Autoridades nos EUA já haviam falado da capacidade que os drones comuns podem ter e entre eles o uso por ataques. Já são conhecidas as capacidades que o VANTS (Veículos Aéreos não Tripulados) podem desempenhar nas mãos de forças militares, muitos deles são grandes e carregam câmeras para missões de reconhecimento e até armamentos para ataques precisos. Mas pode-se fazer isso com drones simples que podem ficar em posse de qualquer pessoa.

Pesquisadores da Aerospace Corp,em El Segundo, têm trabalhado para aperfeiçoar um tipo diferente de controle sobre as frequências de rádio que os drones usam para se comunicar. Uma equipe investigou a possibilidade de isolar a frequência exata usada por um drone em um horário específico. Em vários testes, os pesquisadores conseguiram assumir com sucesso os controles do veículo aéreo não tripulado, e aterrissar com segurança.

Outras ações para barrar possíveis ações contra os drones foram feitas nos EUA, a gigante do mundo da aviação, Boeing, desenvolveu um sistema de armas a laser compacto que desativou um drone em cerca de 15 segundos com um laser de 2 quilowatts durante uma demonstração há vários anos.

 

Drone interrompe operações no Aeroporto de Congonhas

Por terem a capacidade de ir longe a partir de onde decolou,um drone podem ser um risco para aviação geral por exemplo.

Um exemplo disso ocorreu aqui no Brasil, mas especificamente em São Paulo, em novembro de 2017, quando o Aeroporto de Congonhas ficou fechado parcialmente no início da noite de domingo por causa de um drone.

As companhias foram impedidas de realizar pousos entre 20h15 às 22h40, os 35 voos que estavam programados para chegar no local foram desviados para os Aeroportos de Guarulhos, Viracopos, Galeão, Confins e Ribeirão Preto.

A presença do drone foi informada para a torre de controle por dois pilotos da LATAM que se aproximavam para pouso em Congonhas. Controladores da torre informaram que o objeto voo próximo da cabeceira 17 por pelo menos 30 minutos.

 

Regras para o uso 

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) lançou, em julho de 2018, três Circulares de Informações Aeronáuticas (AIC) sobre o uso de aeronaves remotamente pilotadas.

A AIC-N 17/18 regulamenta procedimentos e responsabilidades necessários para o acesso ao Espaço Aéreo Brasileiro por aeronaves remotamente pilotadas com uso exclusivamente voltado à recreação – os chamados aeromodelos.

Já a AIC-N 23/18, por sua vez, diz respeito ao uso das aeronaves em proveito dos órgãos ligados aos governos Federal, Estadual ou Municipal.

E a terceira Circular, de número 24/18, é relativa às aeronaves para uso exclusivo em operações dos órgãos de Segurança Pública (OSP), Defesa Civil (DC) e de fiscalização da Receita Federal do Brasil (RFB).

Abaixo no link do DECEA estão mais específicadas as regras que envolvem Drones/RPAS https://www.decea.gov.br/drone/ .