Eagles e Flankes – O conflito de dois gigantes da aviação militar

No período da Guerra Fria dois caças foram idealizados, construídos e colocados em ação durante esse período da história. Esses caças foram o F-15 e o SU-27, cada um representando seu país de origem.

A história destes dois caças de superioridade aérea começa pelo lado americano quando em 1969 a USAF recebia, da então McDonnell Douglas (atualmente Boeing), o caça bimotor que pode atingir velocidades acima de Mach 2 (sendo considerado um dos caças mais rápidos já construídos) e ter um ótimo desempenho em todas as funções, sendo um dos principais caças de superioridade aérea.

No quesito armamento, o arsenal do Eagle inclui, mísseis AIM-9 Sidewinders e AIM-7 Sparrows; as bombas de pequeno diâmetro I da Boeing, munição conjunta de ataque direto (JDAM) e laser JDAM; e uma pistola Gatling interna de 20 mm.

Com o passar dos anos versões com novas tecnologias foram criadas, após a versões inicias A (monoplace) e B (biplace). As novas versões foram a C,D e E. A última versão do F-15 Eagle e a Advanced, versão que tem como principal destaque o conflito eletrônico. A USAF planeja usar este o caça até 2040.

F-15 Eagle Foto: USAF

Um ponto forte que determina o sucesso do Eagle foram as zero baixas em conflitos, ou seja não houve perdas do caça por abate, apenas por acidentes.

Quando a Ex-URSS viu a imponência do caça norte americano, logo foi dirigido a Sukhoi a projeção e a construção de um caça de superioridade aérea que fizesse frente ao Eagle norte-americano.

O resultado, o SU-27 (conhecido pela OTAN como Flanker), o grande caça russo fez seu primeiro voo em 1977 e em 1985 foi introduzido na força aérea soviética. Sua principal missão era defesa aérea principalmente contra os bombardeiros dos EUA. No requisito dogfight ele abriu um novo conceito de combate 1X1, sua geometria variável possibilitou manobras incríveis, como a famosa ‘Cobra’.


Em relação ao F-15 Eagle, o caça se destaca na autonomia podendo chegar a 2.500 km/h e tendo um peso máximo de decolagem de 30.450 kg, No requisito armas o caça poderia tinha disponível um canhão GSh-30-1 de 300mm, foguetes do tipo S-8, S-13, mísseis, R-27, R-77,R-73, Kh-29, Kh-31 e bombas FAB-200, FAB-500 e RBK-250.

Caça SU-27 da Rússia- Foto: © Marina Lystseva / TASS

Dentro de um cenário de perdas, não há algo exato, mas alguns caças SU-27 já foram perdidos em combate, pegando como exemplo os caça da Etiópia contra a Eritreia. Com tudo ressaltar que isso não significa que o caça é bom, o Flanker foi o estopim para a projeção de outros caças ícones da Rússia, como o SU-30 e i SU-35, ambos de grande relevância no cenário militar.

No quesito aviônica, o F-15 Eagle dispõe de um radar APG 63 que possibilita identificar caças a uma distância de até 160 km, além de poder lançar mísseis ar ar guiados por radar. No parâmetro de aviônica do SU-27, seu radar N001 Mech, é capaz de identificar aeronaves, incluindo bombardeiros a mais de 130 km.

Os mísseis do F-15 como os AIM-120D podem atingir alvos a 99 milhas, já os AIM-9X (mísseis mais recentes), podem atingir alvos a 22 milhas. Isso dá ao F-15 uma boa vantagem no quesito estratégia de combate BVR (além do alcance visual).

Neste mesmo parâmetro com o SU-27, os mísseis R-27 podem destruir alvos a 80 milhas e demais mísseis como os R-73 atingem alvos a 30 km.

 

Afinal, quem leva a melhor?

Caça F-15 e SU-27- Foto: Autor Deconhecido

As informações acima são de pesquisas realizadas de várias fontes diferentes, mas elas são teóricas, partindo agora para o ponto de vista do autor desta matéria, a teoria funciona bem, mas na prática as coisas podem sair de forma não prevista.

Observamos que radar, armas e alcance dos armamentos do F-15 são superiores aos do SU-27, mas por outro lado o SU-27 tem uma maior autonomia voo e é mais manobrável, se tiver um encontro 1×1, a maior manobrabilidade do Su-27 pode ser uma vantagem.

Outra questão que entra é o treino de cada piloto para diversas funções, quem tem o melhor treinamento, ganha. Pelo que sabemos não houve ainda um dogfight direto entre o Eagle e o Flanker, então ficamos baseados só nos pontos altos e baixos de cada caça.

SU-27 Flanker- Foto: Fedor Leukhin via Wiki

Ambas aeronaves foram o estopim para outras versões mais modernas e para o surgimento de novos caças, como os russos SU-30 e SU-35. Já no lado dos EUA outras versões do F-15 surgiram, sendo que uma delas, a versão X, que é a mais recente do Eagle, com encomendas já garantidas pela USAF.

Partindo para o ponto de vista deste autor, creio que o maior ganho seja pelo lado tecnológico, das inovações e aprendizados. O cenário da aviação de combate vem mudando, hoje mais do que nunca a o armamento empregado e a boa estratégica de combate definem um conflito. Os dois caças são ícones e cada um com sua qualidade.

Arte do F-15X da Boeing Foto: Boeing

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