A Agência Europeia para a Segurança da Aviação apontou alguns pontos a serem observados no novo Airbus A320neo, relacionados ao sistema de proteção de ângulo de ataque da aeronave.

De acordo com a EASA, o problema não é semelhante ao sistema MCAS do Boeing 737 MAX, mas trata-se de uma redução na eficiência de proteção a elevados ângulos de ataque em determinadas condições.

O sistema de proteção de ângulo de ataque do Airbus A320neo não é capaz de atuar quando há diferença de dados coletados entre sensores, ou quando o avião está em voo manual.

Ao todo são 4 condições que juntas pode reduzir a eficiência de atuação do sistema de proteção do ângulo de ataque:

  • Em primeiro lugar, a aeronave possui um centro de gravidade deslocado para a parte traseira.
  • Em segundo lugar, a aeronave está sofrendo uma desaceleração contínua.
  • Em terceiro lugar, a aeronave está em uma configuração de decolagem ou pouso.
  • No quarto ponto a tripulação realiza uma manobra com a aeronave, que a coloque em uma condição de alto ângulo de ataque (acima de 15º).

De acordo com a EASA, essas condições podem resultar em uma atuação lenta do computador para recuperar as condições ideais de voo. Assim como os pilotos sentiriam dificuldades para realizar o mesmo procedimento.

A Diretriz de Aeronavegabilidade foi emitida no dia 31 de julho, e de numeração 2019-0189, tem prazo final para o devido cumprimento das obrigações até o próximo dia 14 de setembro.

As alterações iniciais são relacionadas aos manuais de treinamento dos pilotos, e normas internas das companhias aéreas. A diretriz também limita a capacidade de deslocamento do Centro de Gravidade do A320neo.

Esse problema já foi reportado anteriormente no Airbus A321neo, e as limitações e avisos para o A320neo são um complemento de segurança da FAA.

Ainda não está nítido a forma que a Airbus corrigirá esse problema até 2020, se é com alterações no software ou fisicamente, para retirar essa limitação de deslocamento do centro de gravidade.

 

Via – Simple Flying

 

Entendendo o problema de “controle” do Airbus A321neo