Cockpit do 737 MAX 8. Foto - Boeing/Leo Dejillas

Depois de problemas no sistema MCAS, descoberto devido aos dois recentes acidentes, e mais problemas descobertos pela FAA com o novo software, o Boeing 737 MAX pode ter uma outra complicação também relacionada ao software de controle de voo da aeronave.

A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) declarou para a Boeing que encontrou cinco problemas em sua investigação do 737 MAX, um desses problemas é relacionado ao sistema de piloto automático do avião, que simplesmente não desliga em nenhum momento.

A EASA disse que o sistema de Piloto Automático continua intervindo na controlabilidade do avião, através de atuadores como os “stab trims”, mesmo em situações de emergência, onde o sistema de controle automático deveria ser totalmente desabilitado. 

Esse problema encontrado pela EASA pode ter relação com outro, mas descoberto pela FAA, onde o computador do Boeing 737 MAX se comportou mal durante uma simulação de excesso de ângulo de ataque, neste caso, a Boeing apontou haver problema com o hardware, mas que pode ser corrigível por software. O sistema MCAS foi ativado, de acordo com o esperado pela Boeing, mas a aeronave demorou muito tempo para recuperar a sua estabilidade de voo.

A EASA ainda declarou que encontrou outros 4 problemas no 737 MAX, e já encaminhou os mesmos para colaborar com a FAA, que lidera uma certificação conjunta do novo software de controle de voo da aeronave, com participação de 9 agências reguladoras, incluindo a ANAC Brasileira.

Um desses problemas está relacionado à baixa confiabilidade do sensor de ângulo de ataque do Boeing 737 MAX, que pode apresentar defeitos com poucos meses de uso.

Com mais um problema relacionado ao 737 MAX, a Boeing não tem uma clara previsão de certificação do avião, mas anteriormente a fabricante apontou que a correção do problema apontado pela FAA pode demorar de 2 a 3 meses, desta forma, o 737 MAX só deverá voltar a realizar voos comerciais a partir de novembro ou dezembro, se não houver mais atrasos.


Como a Boeing não se pronunciou, também não é possível descobrir se esse problema apontado pela EASA pode ser incluído na atualização solicitada pela FAA. Isso poderia diminuir o período de certificação do software.

 

Via – Bloomberg