Piloto único greve
Foto: Airbus

Procurando avaliar de forma profunda os cenários potenciais durante as operações de piloto único em aeronaves comerciais. A Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (EASA, na sigla em inglês) iniciou um novo projeto de pesquisa para avaliar potenciais riscos. 

A princípio, o projeto será baseado em aspectos qualitativos e quantitativos dos principais riscos à segurança operacional. Para isso, a EASA avaliará a viabilidade do uso de piloto único sem haver redução nos níveis de segurança em coparação ao uso de dois pilotos.

Nesse sentido, a pesquisa avaliará inúmeras possibilidades do uso do piloto único em aeronaves de grande porte em rotas de longo e médio alcance durante o voo em cruzeiro. Sendo assim, a EASA avaliará novas possibilidades em abordar um novo conceito nas operações de tripulação mínima, bem como novos suportes avançados de assistência nas operações do cockpit. 

Podendo operar com um só piloto a partir de 2025. A EASA também não descarta o uso de apenas um piloto em operações de longo alcance intercontinentais de ponta a ponta em 2030. 

Entretanto, para que o novo estudo saia do papel, será necessário realizar alterações nas regulamentações de voo. A pesquisa considerará os riscos nas operações envolvendo fatores humanos e potenciais circunstâncias anormais durante as operações (sono, fadiga e incapacitação do piloto). 

Por fim, além de mudanças nas regulamentações, a EASA também irá propor mudanças no design do cockpit das aeronaves. O órgão quer uma adequação tolerante com os erros por conta da ausência de verificação cruzada do segundo piloto. Com isso, será necessário intensas pesquisas com diversas companhias aéreas para avaliar os diferentes níveis de pesquisas, além de intensas simulações de voo. O contrato da pesquisa poderá entrar em vigor já a partir do segundo semestre de 2022.

Além da EASA, a Airbus em parceria coma Cathays Pacific estão realizando um estudo similar com o mesmo objetivo

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