Boeing 747 Irã Argentina Venezuela Venezuela

O impasse sobre o Boeing 747 apreendido na Argentina segue tendo novos capítulos no impasse politico que envolve quatro países. 

A Argentina apreendeu um Boeing 747 que está em propriedade da companhia aérea venezuelana Conviasa mas a serviço com a marca da Emtrasur. Esta aeronave chegou a Ezeiza, no qual foi desviado forçadamente transportando peças automotivas para o Grupo Volkswagen e desde então foi impedido de decolar.

A acusação do avião pertencer ao Irã foi realizada pelo ministro da Segurança da Argentina, Fernandez Anibal, apontando que o avião da venezuelana Emtrasur Cargo estava sendo operado por cidadãos do Irã.

E nas últimas horas o juiz federal Federico Villena, da Argentina, deliberou pelo confisco da aeronave, enquanto as circunstâncias em que chegou ao país continuam sendo analisadas. 

Os impasses políticos envolvendo Argentina, Venezuela, Irã, Estados Unidos e Israel também estão surtindo efeitos em outras viagens. 

Segundo o Simple Flying, há cerca de 200 turistas em viagem de lazer para Havana em Cuba. A aeronave utilizada para levar os cidadãos argentinos foi um Boeing 737-400 da companhia aérea Estelar no dia 11 de junho.

Os conflitos entre os países envolvendo o Boeing 747 da Emtrasur/Conviasa fez com o que o avião venezuelano que iria trazer os argentinos de volta ao país, tivesse sua autorização de pouso negada.

EMTRASUR Argentina Venezuela Irã
Foto: CONVIASA

Originalmente esse voo seria operado pela Cubana de Aviación, entretanto, devido as condições da empresa decidiu-se por fretar uma aeronave da Estelar para realizar os voos. As operações estavam previstas para serem operadas nos dias 14, 16 e 18, porém nenhum voo foi operado.

Sem poder voltar para casa, o número de cidadãos argentinos presos em Cuba aumentou e passou para 200. 

Sem conseguir operar os voos de retorno, a Cubana de Aviación está pagando todas as estadias extras dos passageiros além dos custos por manter o Boeing 737 da Estelar em solo.

“A Cubana de Aviación está cancelando seu voo para Buenos Aires programado para ser operado no sábado, 18 de junho, às 3h25, hora local, porque, pelo menos até o momento em que escrevemos este e-mail, por volta das 17h32, não obtivemos as licenças operacionais e nos foi negado o reabastecimento da aeronave arrendada de propriedade da Estelar”, disse o diretor da Cubana.

Além dos cidadãos argentinos presos em Cuba, também há cidadãos venezuelanos presos na Argentina. O motivo é semelhante, pois a Conviasa tinha voos programados para Buenos Aíres, entretanto, decidiu não seguir viagem com receio de ter a aeronave apreendida.

O avião da empresa da Venezuela desviou sua rota para a Bolívia, de onde seguiu viagem retornando a Caracas. 

Os conflitos tem um foco, o Boeing 747 da Emtrasur/Conviasa que deveria realizar voos cargueiros para a Argentina. A acusação das autoridades argentinas são de que o voo estaria sendo operado por iranianos ligados à Força Quds, a suspeita aumentou principalmente por cinco tripulantes serem do Irã.

A Mahan Airlines vendeu o Boeing 737-300M de matrícula YV3531 para a Emtrasur Cargo em 2019, e desde então este é o único avião operado pela subsidiária da estatal venezuelana Conviasa. Destaque também para a aeronave estar na lista negra dos Estados Unidos, e impossibilitada de realizar voos para qualquer cidade norte-americana.

Como os dois países são parceiros, e também sofrem sanções de países ocidentais. Recentemente a Conviasa acertou a incorporação de dois aviões A340-600 que operam atualmente pela iraniana Mahan Air.

 

 

Com informações do Simple Flying.