Caças Rafale DM da Força Aérea Egípcia. Foto Anthony Pecchi/Dassault.

Os ministérios da defesa da França e Egito chegaram a um acordo para a aquisição de mais 30 caças Dassault Rafale. Apesar de nenhuma das partes ter dado detalhes financeiros sobre a aquisição, o negócio é avaliado em cerca de US$ 4,8 bilhões. 

Os caças devem ser entregues a partir de 2024. De acordo com o site investigativo francês Disclose, o acordo foi fechado no dia 26 de abril e deveria permanecer em segredo a pedido do presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi. Outros dois contratos estmiados US$ 240 milhões, combinados, foram assinados com a Safran Eletronics e a MBDA. 

O Egito já tem uma frota de 24 Rafales, adquiridos em 2015, em um negócio de US$5.9 bilhões que marcou a primeira exportação do caça francês, que também serve à Índia e Catar. 

“Este novo pedido é a prova do vínculo infalível que une o Egito, o primeiro usuário estrangeiro do Rafale, como foi para o Mirage 2000, com a Dassault Aviation por quase 50 anos. É também uma homenagem à qualidade operacional do Rafale”, disse Eric Trapier,  CEO da Dassault Aviation. 

O acordo vem logo após a notícia de que a Grécia estaria cogitando a aquisição de mais seis Rafales. Em janeiro, o país assinou a compra de 18 caças, sendo seis unidades novas de fábrica de 12 oriundas da própria Força Aérea Francesa, que já encomendou mais aeronaves com a Dassault para preencher a lacuna. 

Pilotos de Rafale da Força Aérea Egípcia.

Florence Parly, a ministra das Forças Armadas da França, disse em um comunicado que o novo acordo “reforça a parceria estratégica e militar entre a França e o Egito”. Ela acrescentou que “este contrato ilustra a natureza estratégica da parceria que a França mantém com o Egito, enquanto nossos dois países estão firmemente comprometidos com a luta contra o terrorismo e estão trabalhando pela estabilidade em seu ambiente regional”.

A aquisição também é polêmica, por conta de denúncias de violações dos direitos humanos por parte do Governo do Egito. Em dezembro, o presidente Emmanuel Macron atraiu críticas de grupos de direitos humanos quando disse que não condicionaria a venda de armas ao Egito aos direitos humanos porque não queria enfraquecer a capacidade do Cairo de conter a militância na região.
 
Caças Rafale DM da Força Aérea Egípcia. Foto Anthony Pecchi/Dassault.

Via Reuters, Defense News