Airbus A321LR SAS
Foto: Dirk Grothe

A tradicional companhia aérea Scandinavian Airlines System (SAS) está passando por dificuldades financeiras, principalmente em decorrência dos tempos difíceis da pandemia, que impactou todo o setor aéreo mundial.

A SAS agora está buscando alternativas junto aos governos para conseguir recursos e seguir operando apesar dos problemas. 

Apesar da situação, o governo da Suécia disse que não irá fornecer ajuda financeira para a companhia. Hoje (07) pela manhã, o ministro de negócios do país disse que não irá injetar dinheiro na SAS mas que iria propor converter a dívida existente em capital próprio.

“Queremos deixar claro que não injetaremos novo capital no SAS no futuro.” Disse Karl-Petter Thorwaldsson à Agência Reuters. 

Em resposta à declaração do ministro, a SAS emitiu um comunicado:

“O governo sueco anunciou que não injetará novo capital adicional. A SAS quer expressar o seu apreço pelo apoio que tem sido dado pelo Estado sueco ao longo dos anos.” 

“Durante a pandemia, o apoio estatal fornecido era uma necessidade absoluta para a sobrevivência da empresa. Desde 1946, o SAS tem sido uma parte importante da infraestrutura escandinava, conectando a Suécia e a Escandinávia ao mundo e o mundo à Escandinávia. Esta continua a ser a missão da SAS para as próximas gerações.”

Por outro lado, o governo da Dinamarca que detém 21% de participação na companhia aérea ainda não se manifestou sobre a situação. O ministro das finanças da Dinamarca disse que o governo irá detalhar em breve sobre investimentos na SAS e também sobre o processo de reestruturação.

No começo do mês de junho foi anunciado o novo plano de reestruturação da SAS, no qual se visa arrecadar cerca de US$ 968 milhões em dinheiro e converter US$ 1,9 bilhão de dividas em capital, mas nenhum dos controladores concordou.

Empresa poderá ser comprada

Se por um lado a situação não se torna mais clara, segundo a imprensa local, a companhia aérea tem despertado o interesse de alguns grupos de investidores, porém não foram revelados quais seriam.

Segundo a imprensa local, alguns assessores foram nomeados para que as negociações possam ser iniciadas com a empresa. Serão avaliadas as condições que se encontram as finanças da SAS e também se a empresa tem condições de passar por um processo de reestruturação a longo prazo.

Recentemente o CEO Anko Van der Werff, disse que a empresa aérea poderá entrar em recuperação judicial se nenhuma decisão for tomada em breve. 

“Se as pessoas ainda estão buscando ou esperando que haja uma solução mágica para os desafios que enfrentamos, acho que estão erradas. Se a SAS não conseguir encontrar o resultado certo para sermos competitivos, podemos ser forçados a ir ao tribunal.”

 

 

Com informações do AeroTime.