Apesar dos entraves causados pelo Governo Federal, a Boeing quer concluir em breve o seu acordo com a Embraer para a criação de uma joint-venture, o prazo máximo esperado para a aprovação é o dia 05 de dezembro.

Esse prazo engloba todo o trâmite de autorização do governo, que atualmente detém a chamada Golden Share, e também a aprovação dos investidores de ambas as empresas. A partir dessa data as duas empresas também pretendem que os documentos da parceria já estejam na posse das autoridades concorrenciais do Brasil e dos EUA.

O foco é obter a aprovação do governo até o final de 2018, e evitar, desta forma, um entrave com o próximo governo que se iniciará no dia 1º de janeiro, e pode não ser favorável ao acordo entre as empresas.

No entanto, o documento de parceria entre as empresas, conhecido até o momento como memorando de entendimentos, foi liberado para todo o público desde o dia 11 de setembro, assim como julgou o procurador Rafael de Araujo Gomes, do Ministério Público do Trabalho, devido à preocupação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Até então a Embraer e a Boeing trabalhavam a parceria em sigilo total.

Os primeiros dados obtidos é que na parceria a Embraer teria os 20% de participação, assim como citado anteriormente, mas todas as decisões da joint-venture vão ficar a cargo da Boeing, visto que a Embraer só terá direito de receber os dividendos em cima da sua participação no negócio, sem poder de voto no conselho de administração.

Inicialmente isso preocupou o Ministério Público do Trabalho, visto que há várias vertentes jurídicas solicitando uma garantia de produção da empresa no Brasil, e manutenção de empregos em suas atuais unidades. Apesar disso o documento relata poder de voto, à Embraer, em questões relativas à transferência das operações da nova empresa, mudança da sede para o exterior e redução de capital.