O Aeroporto de Salvador é o primeiro da Região Nordeste e o segundo do país escolhido pelo Governo Federal para testar o projeto-piloto de embarque aéreo com uso de reconhecimento facial.

O terminal recebe, a partir desta segunda-feira (14/12), a solução de identificação biométrica, que dispensa o uso de documento de identificação pelo passageiro.

A tecnologia foi desenvolvida pelo Serpro, empresa de inteligência em TI do Governo Federal, em parceria com o Ministério da Infraestrutura (MInfra). O projeto tem como objetivo tornar mais eficiente o processo de embarque nos aeroportos e mais seguras as viagens aéreas.

Denominada Embarque + Seguro, a solução está sendo testada em Salvador com passageiros voluntários da companhia aérea GOL, convidados a experimentar a tecnologia. No momento do check-in no aeroporto, é feita a validação biométrica do passageiro, comparando os dados e foto tirada na hora, com a base do governo e a vinculação ao cartão de embarque. Para entrar na aeronave, o embarque ocorre por meio de identificação facial por biometria, sem a necessidade de apresentar qualquer documento.

O Aeroporto de Salvador estreia a novidade do Embarque + Seguro poder ser utilizado por mais passageiros. Isso porque foi ampliado o banco de dados para validação das informações das pessoas, que agora conta com a base também do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), além das CNHs (Carteira Nacional de Habilitação) do Denatran.

Na prática, isso significa que não só os motoristas, mas também todos os eleitores que fizeram o cadastramento biométrico no TSE, poderão usufruir das facilidades da validação biométrica para viajar. Ao todo, são 67 milhões de CNHs e 120 milhões de eleitores cadastrados.

O projeto do governo está sendo implementado no Aeroporto de Salvador com o apoio das empresas de TI Rockwell Collins, Gunnebo e Amadeus para assegurar o suporte tecnológico e de equipamentos necessários para o embarque dos passageiros com o uso de identificação biométrica.


Com o desenvolvimento da solução conduzido pela Secretaria Nacional de Aviação Civil do MInfra, as autoridades de segurança poderão utilizar inteligência na avaliação de risco antecipada dos viajantes por meio do Sistema Brasileiro de Informações de Passageiros (Sisbraip). As autoridades públicas brasileiras passam a ser responsáveis pela checagem das informações dos passageiros e não mais o funcionário da companhia aérea na hora do embarque na aeronave”, destacou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

 

Via – Ministério da Infraestrutura

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