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Juntamente com o resultado financeiro de 2017, a Embraer divulgou suas perspectivas de mercado para 2018, incluindo a produção, receita e também os investimentos em projetos.

Confira abaixo as perspectivas da fabricante para o ano de 2018.

 

Produção

Foto – Embraer/Reprodução

A Embraer espera que 2018 seja um ano de transição, uma vez que a Empresa terá a entrada em produção seriada do primeiro modelo E2, o E190-E2, que está programado para ter sua primeira entrega em abril de 2018.

Para 2018, a Embraer espera que as entregas de jatos comerciais fiquem entre 85 a 95 jatos, uma vez que esse será o primeiro ano de transição da família de jatos comerciais E1 para a família E2. As entregas do modelo de jato E175 deverão continuar representando a maioria das entregas de 2018 e as entregas do novo E190-E2, deverão representar cerca de 5 a 10 aeronaves.

As estimativas de entregas no segmento de jatos executivos são as mesmas para 2018 em comparação a 2017, totalizando de 105 a 125 aeronaves. Os jatos leves deverão ter de 70 a 80 entregas e os jatos grandes deverão ter de 35 a 45 entregas durante o ano.

 

Projetos

Foto – Embraer/Divulgação

A Embraer também dará continuidade a seus investimentos na nova geração da família de jatos comerciais, os E-Jets E2, com os modelos E195-E2 e E175-E2, com cronograma
de entrada em operação no primeiro semestre de 2019 e em 2021, respectivamente.

A empresa também iniciará a produção seriada de seu novo jato médio de transporte multimissão, o KC-390, no segmento de Defesa & Segurança, com sua primeira entrega para a Força Aérea Brasileira (FAB) prevista para o segundo semestre de 2018.

Além disso, no mercado de jatos executivos, de acordo com a Embraer, ela continua otimista de que em 2018 as entregas de jatos da indústria tendem a ser estáveis ou ligeiramente maiores em relação a 2017, particularmente no contexto de um potencial impacto positivo na demanda decorrente da Lei de Reforma Tributária recentemente aprovada nos Estados Unidos, o maior mercado de jatos executivos no mundo.

 

Financeiro

A Receita líquida consolidada deverá ficar entre US$ 5,4 a US$ 5,9 bilhões em 2018. Além disso, 2018 será o primeiro ano em que a Embraer reportará a unidade de negócio de Suporte & Serviços como um segmento separado; dessa forma, os intervalos das estimativas de receita dos demais segmentos são menores em comparação a 2017, dado que as receitas de Suporte & Serviços eram anteriormente incluídas nos resultados dos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva e Defesa & Segurança.

A contribuição esperada de cada um dos cinco segmentos de negócios reportados em 2018 é de: 42% da Aviação Comercial, 25% da Aviação Executiva, 15% de Defesa & Segurança, 17% de Suporte & Serviços e 1% de Outros negócios.

Refletindo principalmente o menor nível de entregas no segmento de Aviação Comercial combinado com o início de produção e entrega das primeiras unidades dos jatos E190-E2 e KC-390, a empresa espera que o EBIT consolidado deva ficar entre US$ 270 e US$ 355 milhões, representando uma Margem EBIT de 5,0% a 6,0% no ano. A estimativa é que o EBITDA seja de US$ 540 milhões a US$ 650 milhões em 2018, apresentando margem EBITDA de 10,0% a 11,0%.

A Companhia estima que em 2018 seus investimentos ainda devam ser superiores aos níveis normais, dado o desenvolvimento contínuo da família de jatos comerciais E-Jets E2.

Os investimentos totais para o ano deverão ser de US$ 550 milhões. Pesquisa representará US$ 50 milhões, Desenvolvimento de produto representará US$ 300 milhões e CAPEX será de US$ 200 milhões.

Como resultado, a Embraer estima que em 2018 seu Fluxo de caixa livre seja um consumo máximo de US$ 100 milhões, uma vez que a menor rentabilidade no segmento de Aviação Comercial será parcialmente compensada por uma queda nos investimentos em relação a 2017.

 

Via – Embraer