Foto - Embraer

Apesar da proximidade do Paris Airshow, e do destaque da “indústria” europeia de aviação nos últimos dias, a Embraer está com um novo foco: Conseguir encomendas para os E-Jets no Oriente Médio.

De acordo com John Slaterry, que é presidente da Embraer, o mercado de aviação no Oriente Médio e na África deve triplicar nos próximos 20 anos, essa pode ser uma oportunidade para a empresa conseguir comercializar a linha de aviões de 75 a 150 assentos.

“Eu ficaria surpreso e decepcionado se não tivéssemos compromissos firmes com a E2 este ano”, disse Slattery em uma entrevista. “Eu vejo oportunidades no Oriente Médio e nós temos campanhas lá. O Oriente Médio é um mercado muito importante para a Embraer há décadas e, como projetamos adiante, continuará sendo o mesmo”

“As pessoas querem ter o tamanho certo e reduzir, estão focadas em eficiência, margens e proteger os negócios. Este é um momento no tempo em que o perfil de jatos menores fica mais atraente, estou otimista”, disse Slattery. O mercado em rápido crescimento resulta no surgimento de companhias que atendem o mercado regional, e isso pode impulsionar o desempenho de vendas da Embraer.

“Quando entramos em um ciclo baixo, as companhias aéreas estão se concentrando em garantir que tenham equipamentos de tamanho adequado para o mercado, de modo que o custo da viagem seja mantido o mais baixo possível”, disse Slattery, que destacou a economia de combustível e bom desempenho dos jatos da Embraer em clima quente e seco.

Slattery citou até a China, o mercado de aviação do mundo com maior crescimento em 2019. “Estou muito esperançoso de que continuaremos nosso excelente relacionamento com as autoridades na China e os operadores na China”.

Atualmente a Embraer trabalha na certificação das suas aeronaves E190-E2 na China, para iniciar as entregas para as companhias chinesas.