Embraer
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A Embraer apresentou nesta quarta-feira (09/03) os seus dados financeiros relativos ao período do 4º trimestre de 2021, bem como o acumulado de todo o ano.

A Embraer entregou 55 jatos no quarto trimestre (4T21), dos quais 16 aeronaves comerciais e 39 jatos executivos (26 leves e 13 médios). Em 2021, um total de 141 jatos foram entregues englobando 48 aeronaves comerciais e 93 jatos executivos (62 leves e 31 médios).

A Receita líquida foi de R$ 7,3 bilhões no trimestre e de R$ 22,7 bilhões (US$ 4,2 bilhões) em 2021, em linha com as estimativas (guidance) da Companhia de US$ 4,0 a US$ 4,5 bilhões no ano.

As margens EBIT e EBITDA ajustadas de 2021 alcançaram o guidance de 3,0% a 4,0% e 8,5% a 9,5%, respectivamente impulsionado pelo aumento da eficiência operacional, melhores preços, volumes e mix de produtos nos segmentos de Aviação Comercial, Executiva e de Serviços & Suporte.

Aumento significativo do Fluxo de Caixa Livre (FCL) no 4T21, com geração de caixa de R$ 2.549,1 milhões, levando a um FCL anual de R$ 1.677,1 milhões (US$ 292,4 milhões), superando o guidance de US$ 100 milhões ou mais.

A relação entre a Dívida líquida/EBITDA caiu de 5,7x em 2019 para 3,7x em 2021, devido à forte geração de FCL e a recuperação do EBITDA.

No 4T21, a Embraer apresentou Lucro líquido de R$ 11,1 milhões e Lucro por ação de R$ 0,02, comparados ao Prejuízo líquido de R$ 7,7 milhões e o Prejuízo por ação de R$ 0,01 registrados no 4T20. Em 2021, a Companhia apresentou Prejuízo líquido de R$ 274,8 milhões e Prejuízo por ação de R$ 0,37.

A Carteira de pedidos firmes (backlog) encerrou o 4T21 em US$ 17,0 bilhões, seu maior nível desde o 2T18, impulsionado por um consistente nível de pedidos, especialmente nos segmentos de Aviação Executiva e Comercial. A relação entre vendas e entregas (book to bill) ficou acima de 2:1 em ambos os segmentos.

 

Composição da receita da Embraer

A divisão de Aviação Comercial reportou um crescimento de receita de 23% no ano, para R$ 7.132,6 milhões devido ao aumento nas entregas de E195-E2, bem como pelos preços mais altos. A família de E-Jets E2 (especialmente o E195-E2) representou 44% das entregas em 2021, em comparação aos 25% do total de entregas em 2020.

A Aviação Executiva alcançou receita de R$ 6.125,5 milhões em 2021, crescimento de 9% no ano, impulsionada pelo aumento das entregas e preços mais altos.

A divisão de Defesa & Segurança reportou uma queda de receita de 8% para R$ 3.176,1 milhões, tendo sido impactada principalmente pela negociação junto à Força Aérea Brasileira (FAB) em relação ao contrato do KC-390, no qual o número de aeronaves a serem entregues foi reduzido de 28 para 22 unidades, com entregas previstas até 2034. O resultado da negociação gerou uma redução de US$ 526 milhões no backlog e uma redução de US$ 43 milhões na receita líquida em 2021, sem nenhum efeito imediato no caixa.

Os Serviços & Suporte apresentaram sólida recuperação com receita reportada de R$ 6.104,6 milhões, representando crescimento anual de 29%. Tal recuperação deve se estender à medida que as operações das companhias aéreas continuem a se recuperar do pico da pandemia em 2020.

 

Dívida da empresa

A Embraer encerrou o 4T21 com uma posição de Dívida líquida de R$ 7.768,6 milhões, em comparação à Dívida líquida de R$ 9.810,8 milhões ao final do 3T21 e de R$ 8.811,5 milhões ao final do 4T20. Essa queda na posição de Dívida líquida do 3T21 para o 4T21 foi resultado da geração significativa de fluxo de caixa livre no trimestre, conforme explicado mais abaixo.

No trimestre, a posição de Caixa subiu para R$ 14,7 bilhões, e contou com o pagamento de dívidas de curto prazo.

No final do 4T21, a maturidade do endividamento caiu de 3,8 anos para 3,7 anos. O custo da dívida em Dólar, ao final do 4T21 ficou em 5,08% a.a., e em linha com os 4,99% a.a. do final do 3T21. Já o custo da dívida em Reais subiu para 5,04% a.a. no 3T21, em comparação aos 3,44% ao final do 3T21.

A Embraer continua sua gestão futura dos passivos e lançou um cash tender de US$ 300 milhões para recomprar títulos em circulação, o que aumentou a maturidade do endividamento para acima de 4 anos agora em fevereiro de 2022.

A geração de Fluxo de caixa livre ajustado em 2021 foi de R$ 1.677,1 milhões, o que representou um aumento significativo em comparação ao uso de R$ (4.757,8) milhões em 2020, principalmente em função do forte impacto causado pela pandemia da Covid-19 em 2020 e à melhora em 2021 do resultado líquido e a disciplina contínua com relação ao capital de giro, em particular os Estoques, além dos adiantamentos de clientes.

 

Previsão para 2022

Guidance para 2022 (sem Eve): entregas de jatos comerciais de 60 a 70 aeronaves; entregas de jatos executivos de 100 a 110 aeronaves; receita líquida entre US$ 4,5 a US$ 5,0 bilhões; margem EBIT ajustada de 3,5% a 4,5%; margem EBITDA ajustada de 8,0% a 9,0%; e fluxo de caixa livre com geração de US$ 50 milhões ou mais no ano.

 

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