Embraer E-Jet Porter Airlines
Foto: Embraer

A Embraer divulgou no final de maio que ainda continua com a mesma perspectiva de receita para 2022, apesar das limitações nas cadeias de suprimentos limitarem a produção da empresa.

A fabricante brasileira espera obter uma receita entre US$ 4,5 bilhões e US$ 5 bilhões neste ano, principalmente pela demanda de jatos executivos, a retomada das entregas do aviões comerciais e uma maior demanda por serviços de manutenção e atualizações.

O resultado é considerado positivo para a empresa, que enfrentou dificuldades nos últimos 24 meses, ao desfazer um acordo com a Boeing no meio da pandemia. Este movimento gerou despesas extras, e até mesmo uma paralisação da produção para reintegrar a unidade comercial com as outras divisões.

“O único ponto de interrogação é nossa capacidade, com nossos parceiros, de entregar essas aeronaves. É apenas uma questão de disrupção que vemos hoje no mercado. Temos pedidos de US$ 5 bilhões (meta de receita)”, declarou o diretor financeiro da Embraer, Antonio Carlos Garcia, para a Reuters.

“Sempre trabalhamos para superar as expectativas do mercado – fizemos isso no ano passado – mas preferimos entregar o que prometemos porque queremos recuperar a credibilidade no mercado de capitais”, disse Garcia. Os executivos estão confiantes na recuperação de crédito de grau de investimento em 2023, através de boas atitudes corporativas e a recuperação do mercado de aviação.

Para os próximos anos a Embraer tem uma carteira de pedidos de US$ 17,3 bilhões para entregar em forma de aeronaves, fora o segmento de serviços, que representou quase 30% da receita da empresa no primeiro trimestre de 2022.

A Embraer, através da Eve, também está na liderança de um projeto que pode trazer receitas futuras, o eVTOL. E também há um projeto paralelo para a empresa retornar ao mercado de turboélices, com dois aviões focados no mercado de 70 a 90 passageiros.