Embraer pode decidir em 2020 sobre o desenvolvimento de um turboélice

O presidente-executivo da Embraer, John Slattery, declarou recentemente no Singapore Airshow, em entrevista à Reuters, que a empresa está avaliando atualmente seu retorno ao mercado de aviões turboélice.

Retorno pois, anteriormente, a Embraer já produziu e vendeu aeronaves EMB110 Bandeirante e EMB120 Brasília.

Só na América Latina, de acordo com a Embraer, há uma demanda por 290 novos aviões de 40 a 80 assentos, de propulsão à hélice, nos próximos 20 anos. Essa demanda pode até aumentar, se um produto inovador for apresentado.

A Embraer já tinha citado anteriormente os seus estudos para o mercado de turboélices regionais, citando a próxima década como essencial para formar a viabilidade da aeronave no mercado.

Com o aumento de tom nos últimos dias, o presidente-executivo da Embraer, John Slattery, disse à Reuters que espera uma decisão até o final do ano.

“Deveríamos estar posicionados no meio do quarto para o final do quarto trimestre para levar um caso de negócios com uma recomendação ao nosso conselho”, disse ele em entrevista, citando o projeto do turboélice.

Slattery reiterou que a Embraer só teria apetite para investir em um novo turboélice no contexto do empreendimento da Boeing, na nova Boeing Brasil Aviação Comercial.


Ele se recusou a elaborar, mas especialistas do setor dizem que é um sinal para a Europa que o acordo da Boeing melhoraria a escolha das companhias aéreas, visto que seria mais um competidor em um mercado dominado pela ATR atualmente.

Até agora, as fabricantes de aviões acharam difícil justificar o investimento estimado em US$ 2 a 4 bilhões necessário para desenvolver um novo turboélice, apesar de sua eficiência em voos relativamente curtos. A Embraer declarou algumas vezes sobre novas tecnologias, como uma propulsão híbrida.

Anteriormente Slattery disse que todos os engenheiros da companhia estarão disponíveis a partir de 2021, com o encerramento do programa de desenvolvimento do KC-390 e do E-Jet E2. A Embraer também tem várias aeronaves de “ficha limpa” no setor executivo, como os jatos Phenom e a família Legacy 450/500, não precisando desenvolver novas aeronaves a partir do zero para atender esse mercado.

 

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