Foto - Embraer

A volta da Embraer para o mercado de aviões turboélices, mas agora concorrendo diretamente com a ATR, poderá ser realizada juntamente com a Boeing, no âmbito da nova empresa derivada da Joint-Venture Boeing Brasil – Commercial.

De acordo com John Slattery, a nova aeronave seria totalmente desenvolvida em São José dos Campos (SP), e comercializada a partir da unidade brasileira.

“Tivemos conversas no passado, que continuo a ter com meu time, sobre o desenvolvimento de um turboélice que complementaria a família de jatos da Embraer. No momento, avaliamos em conjunto com os clientes que o tipo de avião”, disse Slattery.

Em uma entrevista anterior Slattery afirmou que a empresa está esperando mais estudos sobre propulsão híbrida (combustão-elétrica), que pode fornecer no futuro um novo patamar de desempenho aos aviões do tipo turboélice, isso praticamente paralisa a parte de engenharia de estudos da aeronave, mas não os de viabilidade do mercado.

“A marca Boeing tem enorme valor agregado e nível de reconhecimento é maior. No sudeste asiático, o nome Boeing tem um grau de reconhecimento, e a Embraer não tem”, completou Slattery justificando o desenvolvimento em parceria com a Boeing.

“Há um enorme respeito entre os engenheiros dos Estados Unidos pelo trabalho dos brasileiros e vice-versa, e uma sinergia entre esses dois times é esperada. Isso deve começar a acontecer assim que tivermos todas as aprovações para a transação”, disse Slattery sobre uma possível sinergia entre a Boeing Americana e a Brasileira, para o desenvolvimento de projetos-chave, como o NMA e esse novo turboélice.

ATR-72 da Passaredo.

Atualmente a ATR lidera esse mercado, e oferta duas aeronaves: O ATR 42-600 e o ATR 72-600, enquanto o primeiro leva até 50 passageiros (alta densidade), o segundo consegue transportar até 78 passageiros (alta densidade). Os dois são movidos por motores do tipo turboélice da Pratt & Whitney.

O último avião turboélice que a Embraer produziu em série, no mercado de aviação comercial, foi o EMB120 Brasília, com capacidade para até 30 passageiros. A aeronave não é mais produzida pela fabricante brasileira.