Embraer
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Em uma entrevista para a CNN Brasil, publicada nesta terça-feira (26/01), o embaixador iraniano no Brasil, Hossein Gharib, disse que o Governo do Irã pode voltar a negociar uma compra de aeronaves da Embraer.

O interesse do Irã em comprar aviões da Embraer é antigo. A finalidade é substituir alguns aviões de maior idade que operam no país, como o Fokker 100, além de expandir a aviação no país.

Essa abertura foi realizada em meados de 2015, quando uma retirada de sanções do Irã possibilitou a compra de novos aviões. Bom… pelo menos por um curto período de tempo, até o país voltar a sair um acordo nuclear.

O Irã chegou a receber alguns novos aviões da Airbus e ATR, no entanto, as entregas foram vetadas, e a Embraer não chegou nem a assinar um acordo firme com o país. Na época cogitava-se a compra dos aviões com financiamento através do BNDES.

Mas na entrevista de hoje (26) Gharib disse que o país tem interesse em voltar a negociar com a Embraer. A quantia é a mesma de 2016, a compra de 50 aviões da linha E-Jet. 

“Nossas negociações com a Embraer estavam avançadas em 2017, e pretendíamos comprar entre 40 e 50 aviões, creio que do modelo E-190”, disse Gharib para a CNN. “Depois que Trump chegou ao poder, em 2017, as negociações foram interrompidas.” 

“Já informei o CEO da Embraer [Francisco Gomes Neto] que, assim que ele estiver pronto, estou pronto para tentar retomar as negociações do ponto em que foram interrompidas em 2017”, concluiu Gharib para a CNN.

Os aviões da Embraer, no entanto, utilizam tecnologia produzida nos Estados Unidos, como os motores GE CF-34 ou Pratt & Whitney Pure Power. Além disso, alguns componentes são produzidos nos Estados Unidos, como os aviônicos do avião.