Embraer Turboélice
Imagem: Divulgação Embraer

Durante a última divulgação de resultados financeiros, na quarta-feira (27) desta semana, o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, voltou a falar sobre o futuro turboélice da empresa.

De acordo com Francisco Gomes, o novo projeto está realmente ativo, e “indo muito bem” até o momento. O projeto deve ser congelado até o final do ano, enquanto isso , disse o executivo.

“O projeto turboélice está indo muito bem. Estamos agora na fase de definir um fornecedor para esta aeronave. Já estamos fazendo testes com os conceitos, então está indo muito bem. Além disso, esperamos estar prontos para tomar uma decisão final sobre definir os caminhos do projeto até o final do ano ou início de 2023. Não vamos parar as atividades de desenvolvimento neste ano”, disse Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer.

Embraer Turboélice
Montagem dos motores nas asas também está sendo testado pela Embraer. Foto: Embraer

O novo avião turboélice da Embraer deve focar no mercado de 70 a 90 assentos, como já postado anteriormente. A propulsão será com motores convencionais, ante a expectativa anterior do avião ser um dos primeiros desse porte com empuxo híbrido.

Contudo, o novo avião a jato foi projetado para conseguir uma significativa economia de combustível em relação aos concorrentes, mesmo que a opção seja para a propulsão convencional já existente no mercado.

A Embraer trabalha para fechar o design base de duas versões diferentes, a TP70 e TP90, de acordo com Francisco Gomes.

“Esses jatos regionais com 50 assentos… não têm reposição por aviões de nova geração. Mas o membro menor da família de turboélices da Embraer, que chamamos de TP70, é na verdade uma excelente aeronave configurada em três classes com 50 assentos.”

De acordo com a empresa, há uma demanda para pelo menos 1080 turboélices em todo o mundo nos próximos 20 anos. A ATR ainda não apresentou um novo conceito, mas disse que já está estudando uma atualização significativa da sua família de aeronaves.

 

Participação da Rolls-Royce na propulsão

Embraer
Imagem: Divulgação/Embraer

O presidente da Rolls-Royce Civil Aerospace, Chris Cholerton, disse anteriormente que sua empresa, que é voltada para motores de aeronaves widebody, estava trabalhando para apresentar uma proposta convincente de motor turboélice para a Embraer.

“Acho que veríamos reduções significativas no consumo de combustível e, portanto, estamos muito positivos sobre o potencial desse produto”, disse ele a repórteres no Singapore Airshow. “Acho que veríamos reduções significativas no consumo de combustível e, portanto, estamos muito positivos sobre o potencial desse produto”.

Na projeção acima podemos ver como a Embraer aposta em um design refinado, derivado dos E-Jets de 2ª geração. O novo avião a jato foi projetado para conseguir uma significativa economia de combustível em relação aos concorrentes, mesmo que a opção seja para a propulsão convencional já existente no mercado.

Podemos notar também, nesta foto que fez parte de uma apresentação aos executivos de aéreas dos Estados Unidos, os motores instalados na cauda. 

Durante a apresentação do novo projeto, Luis Carlos Affonso que é Vice-Presidente Sênior de Engenharia disse que o novo conceito de motores instalados na cauda irão permitir um voo mais silencioso, proporcionando uma semelhança com aviões com motores a jato tornando a viagem mais confortável.  

O executivo disse ainda que o novo motor com “arquitetura propfan”, ou de turbopropulsores com “caixas de redução” por exemplo, poderão melhorar a eficiência operacional da aeronave e consequentemente reduzindo seus custos operacionais.

De qualquer modo, devemos considerar que desde a década de 80 a Embraer não projeta um novo avião turboélice. A fabricante encerrou a produção do EMB-120 Brasília em 2004, aeronave que também foi a última desenvolvida com esse tipo de propulsão.