Foto - Embraer/Reprodução

O Ministério Público do Trabalho (MPT) notificou a Embraer sobre a situação dos seus empregados, em relação à parceria prevista da fabricante com a Boeing.

O órgão quer a inserção de detalhes trabalhistas no acordo entre as empresas, para evitar uma demissão em massa de trabalhadores aqui no Brasil. Tal detalhe foi ressaltado pelo Sindicato dos Metalúrgicos.

“O principal projeto da Embraer hoje é a família do avião regional E2 e, daqui 10 anos, 8 anos, ele não vai mais ser o que é hoje, então novos projetos virão. Especialistas aqui e lá fora acham que quando fechar o ciclo dele, a Boeing jamais vai trazer um novo projeto para cá e isso vai impactar os empregos”, disse o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos Herbert Claros ao G1.

A preocupação com a Embraer é notória, visto que só em São José dos Campos a empresa tem 10 mil funcionários, em todo o país esse número fecha em 18 mil. O Ministério Público do Trabalho não levou em consideração as subsidiárias da Embraer, e também as fornecedoras, que podem ser duramente afetadas dependendo do acordo.

A Embraer e a Boeing precisarão responder o comunicado em até 15 dias, dizendo que as duas estão atentas ao assunto pautado pelo MPT. O não cumprimento do documento poderá resultar em medidas administrativas e judiciais no campo trabalhista.