Foto - Divulgação

A Embraer disse que ainda mantém a meta de 2021 para a entrada em serviço do E175-E2, apesar da falta de pedidos para a menor variante da família E-Jet de segunda geração.

Foto – Divulgação

“O E175-E2 está absolutamente dentro do cronograma. A primeira aeronave está em montagem final agora e estamos planejando colocar os dois motores GTF na aeronave já amanhã”, disse John Slattery, falando logo após a entrega do primeiro E195-E2, no dia 12 de setembro.

O primeiro voo do terceiro membro da família E-Jet está a caminho para o final deste ano “e esperamos ter a aeronave realizando voos comerciais até o final de 2021”, diz Slattery.

A dinâmica de vendas do jato da Pratt & Whitney PW1700G foi prejudicada pelo fracasso da aeronave em atender aos limites de peso, presentes nas cláusulas e incentivo a aviação regional dos EUA.

Um contrato anterior com a SkyWest para 100 aeronaves foi removido da carteira de pedidos firmes da companhia no ano passado, para cumprir os regulamentos contábeis. Embora a Embraer tenha enfatizado que a companhia aérea regional permaneceu “comprometida” com o acordo, disse que não havia certeza sobre quando os acordos da cláusula de escopo poderiam ser revisados nos EUA.

Mas Slattery acredita que o E175-E2 não depende de um mercado único para o sucesso. “Estou confiante de que garantiremos um cliente de lançamento ou clientes fora dos EUA, mais cedo ou mais tarde.”

“A versão E1 é operada em todo o mundo – não é uma aeronave dedicada ao mercado americano. Estamos ligando a aeronave E2 e estamos dentro do cronograma”, diz ele.


“Até estarmos em conformidade com as cláusulas escopo nos EUA, continuaremos vendendo o [E175-] E1 nesse mercado e o E2 fora dele. Temos a capacidade industrial em nossa linha de montagem final híbrida para produzir ambas as aeronaves em várias combinações”, enfatiza Slattery.

Enquanto isso, agora o primeiro E195-E2 foi entregue à Azul do Brasil, Slattery diz que mais pedidos virão.

Foto – Divulgação

“Agora que temos o E195-E2 certificado, você verá muito mais movimento com as vendas se firmando e anunciadas no mercado”, diz ele.

A Azul é o maior cliente individual do E195-E2, tendo feito pedidos diretos para 51 aeronaves; também anunciou que levará seis unidades adicionais em locação, divididas igualmente entre a AerCap e a Aircastle.

Slattery diz que a Azul será a “companhia principal do programa” e acredita que poderá ter “números de três dígitos” em encomendas do E195-E2.

David Neeleman, fundador e presidente da Azul, esteve presente em São José dos Campos para a entrega do E195-E2. Slattery o descreve como um “grande apoiador” do programa E-Jet, que vem desde a primeira entrega da E1 à JetBlue Airways, a companhia americana de baixo custo fundada por Neeleman.

No entanto, para o seu mais recente empreendimento aéreo nos EUA – apelidado de Moxy – Neeleman selecionou o arqui-rival da E2, o Airbus A220, fazendo um pedido firme para 60 aeronaves.

Slattery descreve a perda dos negócios de Neeleman para o A220 como “particularmente difícil e emocional para nós”.

Mas ele observa que o E195-E2 ainda estava em teste naquele momento “e não tivemos a capacidade de mostrar toda a gama de capacidades da aeronave”.

Em uma reviravolta final, no entanto, os E-Jets ainda podem ser os primeiros aviões pilotados por Moxy: Neeleman sugeriu que, à medida que os E2 chegassem à frota da Azul, exemplos mais antigos seriam retirados e se juntariam à nova companhia aérea dos EUA, permitindo que as operações sejam iniciadas antes da chegada dos A220, em 2021.

 

Via – FlightGlobal