Nesta quinta-feira (23/05) a Boeing e a Embraer anunciaram o novo nome da parceria entre as empresas, que formará a joint-venture no setor de aviação comercial.

Desta forma a Embraer Commercial Aviation se tornará Boeing Brasil – Commercial, de acordo com o anunciado pelas empresas nesta quinta-feira.

A Boeing ainda não anunciou o novo nome que será incorporado aos E-Jets, algo que levará alguns meses até o anúncio oficial.  A marca da Boeing deverá ser a nova evidência, na parceria com a Embraer, desta forma haverá uma similaridade com o acordo entre a Airbus e a Bombardier, que resultou na alteração completa de identidade do CSeries, linha de jatos comerciais pertencente à Bombardier antes do acordo.

A Boeing também rebatizou aviões quando comprou a McDonnell Douglas, na década de 90, o antigo MD-95 virou o Boeing 717, e aviões militares anteriormente citados no nome da concorrente foram alterados para o nome da Boeing.

Até então a joint-venture era citada como NewCo (Nova Companhia), nos trâmites entre as empresas.

Na reunião com o governador do estado de São Paulo, João Doria, vice-presidente sênior da Boeing e presidente da Parceria com a Embraer, Marc Allen, ainda afirmou que São José dos Campos será a sede da joint-venture. A Boeing deterá 80% da nova empresa e a Embraer os 20% restantes.

A transação avalia 100% das operações de aeronaves comerciais da Embraer em US$ 5,26 bilhões e contempla um valor de US$ 4,2 bilhões pela participação de 80% da Boeing na joint-venture.

Os negócios de defesa e jatos executivos e as operações de serviços da Embraer associados a esses produtos permanecerão como uma empresa independente e de capital aberto.

A conclusão do negócio está sujeita a aprovações junto a autoridades reguladoras e a outras condições pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo, marcos que a Boeing e a Embraer esperam alcançar até o final de 2019.

 

Processo de separação

E190-E2 durante demonstração no Farnborought Airshow. Foto – Aeroflap

Depois de autorização do Governo Federal e permissão do conselho de acionistas, a Embraer está agora em processo de conseguir autorização para a joint-venture em outros países, e também por entidades regulamentadoras.

De acordo com fontes da empresa, o processo de transição da parte comercial para a Boeing é tranquilo, visto que a Boeing deve dividir espaço com a Embraer em São José dos Campos. O único entrave é o sistema de tecnologia da informação a Embraer, que é extremamente integrado entre as áreas, e garantia muita agilidade para a empresa brasileira, algo refletido na sua capacidade tecnológica de produção, condução de projetos e cumprimento de datas.

A Embraer também tinha uma cultura de transição de funcionários entre as áreas de aviação comercial, executiva e militar, de acordo com a demanda para determinada linha de fabricação ou projeto. Essa parte da empresa também deverá acabar, visto que agora a parte comercial pertencerá majoritariamente à Boeing.

A flexibilidade em alocar funcionários permitiu que a Embraer compartilhasse seu know-how em sistemas de controle de voo por método Fly-By-Wire, que passou do AMX, para a primeira geração do ERJ e E-Jet, e mais recentemente para os jatos executivos da empresa, além do KC-390, que tem um sistema de voo similar ao encontrado no Legacy 500.