Emirates Boeing 777X
Imagem: Boeing

O presidente da Emirates, Tim Clark, compareceu nesta semana ao painel realizado pela IATA em Doha, no Catar, e aproveitou para discutir com a Boeing os prazos de entrega para o 777X e o 787 Dreamliner.

O grande motivo é que a Boeing não está sendo clara sobre as entregas, de acordo com Clark. No momento a fabricante norte-americana está enfrentando um problema na produção do 787, que está paralisando as entregas desde maio de 2021, e o programa de certificação do 777X está praticamente parado, visto que a Boeing prioriza o 737 MAX 10 no momento.

A mudança de planejamento da Boeing também pode fazer a Emirates converter os pedidos do 787 Dreamliner, e encomendar mais aviões 777X. Atualmente o pedido é para 126 aeronaves Boeing 777X, que originalmente eram 150 aeronaves.

Anteriormente a companhia árabe esperava receber o 787 a partir de 2023, e o 777X a partir de 2020, bem antes do prazo estipulado atualmente, para 2025.

Com os problemas da Boeing, o 787 Dreamliner também deve atrasar, e só chegará na frota em 2025, junto com o 777X.

“No que diz respeito aos 787, estamos dando uma boa olhada para ver se eles (ainda) se encaixam no programa ou não neste momento. É muito mais importante para nós que eles se concentrem em lançar seu 777X “, declarou Tim Clark, citando que a Boeing precisa priorizar a certificação do seu novo widebody, o maior do mercado em venda atualmente.

Outro ponto citado por Clark é o cronograma de entrega do Airbus A350XWB. A Emirates programou suas entregas para serem realizadas a partir de 2024, e Clark está negociando no momento uma antecipação das entregas, de forma que a companhia tenha 50 aviões desse modelo em dois anos (até 2026).

A antecipação das entregas do A350XWB também é uma forma da Emirates iniciar a atualização da sua frota, apesar dos atrasos nas entregas do 777X e do 787. A companhia árabe deseja substituir todos os seus 777-200/300 e os A380 até 2035, por aviões mais eficientes no consumo de combustível.

O 777X, contudo, é um importante equipamento para a companhia oferecer muitos assentos em rotas com limitações de slots, como no caso de Londres (Heathrow) e Paris (CDG), e não pode ser simplesmente substituído pelo A350-900, um avião grande mas que não oferece uma capacidade similar ao A380.