Boeing 737 MAX 10
Foto: Boeing

Não é novidade ao mercado que a Boeing enfrenta diversos problemas administrativos e de engenharia. Atualmente a fabricante está concentrada em antecipar as entregas do 737 MAX e 787, mas isso gerou mais um atraso ao programa do 777X.

E os problemas enfrentados pela fabricante norte-americana atraíram críticas da Avolon, que atualmente é a segunda maior empresa de leasing de aeronaves. O presidente-executivo da Avolon, Domhnal Slattery, disse que a Boeing precisa mudar a sua cultura de trabalho, para voltar a ser uma empresa referência do setor.

Durante uma conferência do Airfinance Journal, em Dublin, Slattery declarou que “a Boeing precisa reimaginar fundamentalmente sua relevância estratégica no mercado. Isso exige uma nova visão, talvez uma nova liderança”.

“Eles estão queimando dinheiro em um nível sem precedentes. Eles provavelmente serão rebaixados”, disse Slattery sobre as recomendações de compra de ações da Boeing. Apesar do contraponto negativo, o executivo acredita que a Boeing encontrará um bom caminho no final.

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Entregas do 787 estão paralisadas por diversos problemas de controle de qualidade das peças. Foto: Boeing

Nos últimos dias a Boeing decidiu priorizar a certificação do 737 MAX 10 e o retorno das entregas do 787, e para concentrar equipes nesses programas deve adiar a certificação do 777X.

Esta decisão está relacionada a um projeto de lei que reduz a influência da Boeing e de outras fabricantes de aeronaves no processo de certificação, possibilitando a FAA realizar trabalhos sem ‘pressão’. Este também exige um novo EICAS para o 737 MAX 10, se este for certificado a partir de 2023.

Com os novos esforços, a fabricante deve conseguir certificar o 737 MAX 10 ainda em 2022, e retomar as entregas do 787 no segundo semestre, como divulgamos anteriormente.

Já a certificação do Boeing 777X precisará contar com um novo Sistema de Indicação de Motores e Alerta de Tripulação (EICAS), e está prevista agora para ter um atraso de 9 a 12 meses, por este foco nos produtos que já estão sendo produzidos.

Cogita-se que, com a certificação do 737 MAX 10, o aumento da produção de aviões da família 737 MAX e a retomada das entregas do 787, a Boeing consiga retomar aos lucros.

 

Com informações de Reuters.