Aeroflot Rússia

As companhias aéreas da Rússia estão enfrentando nas últimas semanas uma grande dificuldade para manterem os seus aviões comerciais em atividade, recorrendo ao processo de canibalização de aviões ativos para deixar outros em condições de voo.

O motivo dessa ação são as várias sanções, que proíbem a importação de aeronaves ou suas peças, fabricadas nos EUA e na Europa. Contudo há um problema, cada vez mais as aéreas precisarão diminuir a sua frota operacional, para obterem peças dos outros aviões.

Enquanto a Rússia não retoma a fabricação de aviões próprios, a autoridade aeronáutica russa (Rosaviatsia) decidiu autorizar cinco empresas a produzirem peças básicas de aviões da Airbus e Boeing, causando também pequenas alterações na certificação e na documentação técnica.

A autorização envolve, por enquanto, peças não complexas como reparação de acabamentos nos interiores das aeronaves, produção e reparos de assentos, e peças para a galley, local de trabalho dos comissários de bordo. Uma permissão para peças essenciais ao voo ainda não foi concedida pela Rosaviatsia, mas de acordo com fontes, há um estudo interno para viabilizar essa produção independente do ocidente.

Entre as empresas que receberam os certificados estão o Instituto Estadual de Pesquisa de Aviação Civil, a S7 Technics (que faz parte do grupo S7), a Ural Civil Aviation Factory, Aviation Engineering Solutions e o Navigator Institute of Aeronautical Instrumentation.

A Rosaviatsia também analisa a fabricação de peças pelas empresas Volga-Dnepr, UTair, Aviagrand, A-technics, divisão de manutenção do grupo Aeroflot.

 

Via: Vedomosti