A Espanha pode fazer parte de um projeto apresentado recentemente pela Dassault, de um novo caça de 6ª geração que substituirá os jatos Eurofighter e Rafale.

O país se expressou para o governo Francês e Alemão, através da Ministra de Defesa Margarita Robles, o interesse de fazer parte do projeto New-Generation Weapon System (NGWS). Com isso a Espanha teria que desembolsar 25 milhões de euros nos próximos dois anos no desenvolvimento do projeto, que só será viável a partir de 2040.

Esse interesse da Espanha também demonstra uma divisão entre os interesses dos países europeus na área militar. A Holanda e a Itália preferiram ficar com o projeto Tempest, que agora será desenvolvido em conjunto pela BAE Systems e a Leonardo (que já participa do projeto F-35), enquanto isso a Espanha, França e Alemanha demonstram interesse em seguir algo relacionado à Airbus e Dassault, duas empresas que têm forte atividade nesses últimos três países citados.

Os caças vão muito além das próprias aeronaves, pois o conceito de 6ª geração talvez pode exigir a capacidade de pilotagem remota das aeronaves, e também o desenvolvimento de um armamento que seja integrado ao avião, como mísseis e sistemas de defesa. Além disso o avião deve se comunicar com drones, VANTs e satélites durante o voo, algo que na parte militar exige um protocolo próprio.

O conceito de caça de sexta geração da Dassault foi apresentado durante o evento EuroNaval, que aconteceu recentemente na França recentemente. 

Como podemos ver nas fotos assim, há uma grande presença de superfícies curvas, além de um corpo quase em forma de asa delta única. A Dassault Aviation não divulgou demais tecnologias que serão embarcadas, diferente da apresentação do Tempest, realizada pela BAE em parceria com a Royal Air Force durante o Farnborough Airshow 2018.

Por enquanto sabemos que um possível projeto será realizado em parceria com a Airbus, que vai colaborar com algumas tecnologias de nova geração, além disso o avião deverá ter dois motores.

A Airbus deseja trabalhar em um conceito com estabilizadores verticais, enquanto a Dassault apoia um conceito no estilo asa-delta, como o bombardeiro B-2.