O sol mal havia nascido na manhã da segunda-feira (13/04), quando o Comandante do 2°/5° GAv – Esquadrão Joker, localizado na Ala 10, em Parnamirim (RN), Tenente-Coronel José de Almeida Pimentel Neto, e o Aspirante a Oficial Breno Daneliu Ficagna Tavares se reuniram para realizar o primeiro voo dos estagiários do Curso de Especialização Operacional na Aviação de Caça (CEO-CA) do ano de 2020.

Após pouco mais de um mês de aulas teóricas sobre a aeronave A-29 Super Tucano, estudos individuais, avaliações e simulação de procedimentos e voos, os 24 Aspirantes a Oficial da Força Aérea Brasileira (FAB), um Oficial da Marinha do Brasil (MB) e outro da Força Aérea Paraguaia (FAP) iniciaram a instrução aérea. Agora, serão aproximadamente sete meses de curso até serem declarados pilotos de caça.

Nessa fase de adaptação à aeronave, o piloto aplica todos os ensinamentos adquiridos nas instruções teóricas e verifica o comportamento da aeronave em diversas situações de voo, seja na decolagem, no pouso, nos exercícios, nas manobras e nas acrobacias, que ajudam a desenvolver precisão e coordenação com os comandos da aeronave. O sucesso nessa etapa garante ao estagiário os conhecimentos necessários para ingressar em fases mais avançadas do curso. “É muito gratificante entrar pela primeira vez na aeronave, realizar os procedimentos e ver que todo o empenho na preparação teórica começa a dar resultado”, contou o Aspirante a Oficial Ficagna. Para ele, o maior desafio para o sucesso no curso é manter o preparo pessoal. “O mais importante é conhecer o avião que voamos e a missão que vamos voar. Sem isso, não tem como operar da forma correta e segura”, afirmou o estagiário.

Ainda segundo o Aspirante a Oficial, o curso exige muito do aspecto cognitivo e psicológico do estagiário. O importante é manter o foco na preparação e não se desmotivar diante das dificuldades e desafios inerentes à formação do piloto de caça. “O rigor na instrução é necessário para que, ao final, o piloto esteja preparado para atuar em todas as missões e explorar ao máximo as capacidades das aeronaves no combate”, avaliou.

O Tenente-Coronel Pimentel destacou que a padronização de procedimentos da equipe de instrutores de voo, a dedicação incondicional dos estagiários ao curso e a busca contínua pela excelência da Unidade Aérea como um todo é o trinômio do sucesso dessa fase, essencial para o resultado do curso. “Essa é a fase na qual os alunos aprendem o básico da operação da aeronave. Somente com esse conhecimento bem sedimentado é possível que os procedimentos saiam de maneira natural. Assim, estarão aptos a desempenharem manobras e procedimentos cada vez mais complexos nas fases futuras do curso, características da aviação de caça”, completou o comandante.

Fonte: Força Aérea Brasileira

Fotos: Tenente Ranyer (2°/5° GAv)


DEIXE UMA RESPOSTA