Foto - Chris Lofting

O Escritório do Representante de Comércio dos EUA aumentou suas tarifas para a importação de grandes aeronaves europeias para 15%, acima dos 10% estipulados em outubro do ano passado, durante uma disputa sobre subsídios.

“Os Estados Unidos estão aumentando a taxa do imposto adicional sobre aeronaves importadas da UE para 15%, de 10%, a partir de 18 de março de 2020, e fazendo outras modificações menores”, afirmou o USTR em comunicado publicado em 14 de fevereiro.

No centro da decisão, em outubro passado, havia subsídios da UE à Airbus, que o árbitro criticou fortemente por ser “inconsistente na OMC” e causar efeitos adversos aos EUA.

Embora o USTR tenha permissão para impor tarifas de até 100% até US$ 7,5 bilhões em mercadorias – incluindo jatos da Airbus -, o escritório disse que na época colocaria inicialmente 10% de impostos sobre novas aeronaves comerciais com mais de 30 toneladas e 25% sobre outros produtos como uísque irlandês e escocês, maquinaria alemã e queijo. 

O aumento para 15% é uma resposta a um relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC) relacionado a uma disputa de subsídios de longa data envolvendo a Airbus. Esse relatório, divulgado em 2 de dezembro, concluiu que as alterações feitas nos empréstimos para desenvolvimento do A350 e A380 eram insuficientes para levar os governos europeus a cumprir as recomendações da OMC.

Em 12 de dezembro, o Representante de Comércio dos EUA anunciou uma revisão das tarifas e solicitou comentários do público. Ele diz que recebeu mais de 26.000 respostas.

A Airbus tem uma grande presença nos EUA, incluindo um local de montagem A320 e A220 em Mobile, no Alabama. Porém, a Airbus ainda exporta algumas aeronaves para os EUA, como as que são produzidas em Toulouse e Hamburgo.


Vale ressaltar que os componentes de aeronaves, que são enviados para o Alabama, estão isentos dessa tarifa de 15%.

Cerca de 40% da carteira de encomenda da Airbus está relacionada às companhias aéreas norte-americanas.

 

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