F-35 Elephant Walk hill
Caças F-35A Lightning II durante uma manobra Elephant Walk na Base Aérea de Hill em 2020. Foto: USAF.

A Agência de Cooperação de Segurança de Defesa dos Estados Unidos (DSCA) aprovou uma potencial venda militar estrangeira de 35 caças Lockheed Martin F-35 para a Alemanha. Agora só resta a aprovação da venda pelo Congresso dos Estados Unidos, para o acordo ser efetivado.

O contrato terá um valor total de US$ 8,4 bilhões, onde a Lockheed Martin fornecerá também motores dos caças e sobressalentes, suporte de manutenção, treinamento de pilotos e equipes de solo, mísseis ar-ar e terra-ar, e bombas guiadas.

Os aviões serão da versão Block 4, mais nova e que incorpora uma série de atualizações de sistema. A decisão pelo F-35A foi influenciada pela capacidade do caça de 5ª geração de transportar bombas nucleares, algo que não é possível no F/A-18 através do regulamento da OTAN.

F-35 lançando bomba termonuclear durante um teste- Foto: Escritório do Programa Conjunto do F-35

A certificação nuclear do F-35A está em andamento. Em agosto de 2021, a Força Aérea dos Estados Unidos concluiu uma primeira demonstração do sistema de armas, lançando conjuntos de testes conjuntos B61-12 (JTAs) de dois jatos F-35A.  

O F-35 se tornará a aeronave designada da Luftwaffe para transportar as 20 bombas nucleares B61 fabricadas nos EUA armazenadas na Alemanha como parte do compartilhamento nuclear da OTAN. 

Na Alemanha o Panavia Tornado será diretamente substituído pelo caça norte-americano F-35.

A Lockheed pretende entregar até 153 F-35 em 2022, com uma taxa de produção de 12 a 13 aviões por mês. Até agora, cerca de 810 caças F-35 já foram entregues.

JR McDonald, vice-presidente de estratégia e desenvolvimento de negócios do F-35, observou que apenas no ano passado, quatro países selecionaram o F-35 como seu novo caça, totalizando mais 223 aviões. Além disso, o executivo disse que a previsão é que mais de 550 F-35 estejam em operação na Europa até 2035. 

 

Via: Aerotime