(Reuters) – O presidente do Comitê de Transporte e Infraestrutura da Câmara dos Estados Unidos pediu na quarta-feira ao governo Biden que negasse a permissão de entrada de uma nova companhia aérea norueguesa de baixo custo.

O deputado Peter DeFazio, em um comunicado divulgado antes de uma audiência na quinta-feira, solicitou ao secretário de Transportes, Pete Buttigieg, a negar a permissão da Norse Atlantic para entrar no mercado americano.

DeFazio argumentou que “a companhia aérea era ‘norueguesa’ apenas no nome e se estabeleceu na Irlanda sob uma bandeira de conveniência para evitar as fortes proteções trabalhistas da Noruega”.

A empresa planejava operar voos dos Estados Unidos para destinos na Europa, como de Nova York, Los Angeles e Miami, para cidades europeias, incluindo Londres, Paris e Oslo.
 

Bjoern Kjos, fundador e ex-CEO da Norwegian Air, detém uma participação de 15% na Norse Atlantic, que é majoritariamente controlada por Bjoern Tore Larsen, co-fundador da empresa de recrutamento OSM Aviation.

A companhia aérea tentará preencher uma lacuna deixada pela Norwegian, que oferecia voos transatlânticos de baixo custo até que o endividamento crescente e o colapso das viagens devido à pandemia de COVID-19 a forçaram a sair do mercado de longa distância, deixando uma companhia aérea enxuta com foco nas rotas nórdicas e europeias.

DeFazio argumentou que o Departamento de Transporte (DoT) em 2016 “emitiu imprudentemente” uma licença de transportadora aérea estrangeira para a Norwegian Air.