Na tarde desta quarta-feira (13/03) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que a FAA vai exigir a suspensão temporária das operações com o Boeing 737 MAX 8 e 9, por motivos de segurança.

Os Estados Unidos é um dos últimos países que exigiu a suspensão das operações do 737 MAX, depois do acidente com uma aeronave do mesmo tipo no último domingo, levando à morte de 157 pessoas.

“Qualquer avião atualmente no ar irá para o seu destino e, em seguida, será aterrado até novo aviso”, disse Trump.

Trump anunciou a proibição depois de falar com o diretor da FAA, Daniel Elwell, a secretária de transportes, Elaine Chao, e o diretor executivo da Boeing, Dennis Muilenburg.

A FAA ainda não divulgou uma nota oficial sobre este assunto.

Foto – Boeing

Nos Estados Unidos a Southwest e a American Airlines são as principais operadoras do 737 MAX, sendo que a Southwest tem 34 aviões desta família, e a American Airlines tem 24 aeronaves

“Agradecemos a parceria da FAA e continuaremos a trabalhar em estreita colaboração com eles, o Departamento de Transportes, o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes e outras autoridades reguladoras”, disse a American Airlines em um comunicado. “Nossa equipe trabalhará para remarcar os voos cancelados o mais rápido possível. Pedimos desculpas por qualquer inconveniente”

Em nota a FAA disse: “Em 13 de março de 2019, a investigação do acidente do ET302 desenvolveu novas informações. Os destroços relativos à configuração da aeronave, após a decolagem, ou seja, tomados em conjunto com os dados recém-refinados do rastreamento por satélite da trajetória de voo da aeronave, indicam algumas semelhanças entre os acidentes ET302 e JT610, que justificam uma investigação adicional da possibilidade de uma causa compartilhada. Os dois incidentes que precisam ser compreendidos e tratados. Consequentemente, a FAA está ordenando que todos os aviões Boeing 737 MAX sejam deixados em solo, aguardando uma investigação adicional.”

 

 

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