Foto - Divulgação/Boeing

Nesta segunda-feira a China Aircraft Leasing Group Holdings, que faz parte do conglomerado estatal chinês Everbright Group, solicitou a suspensão de uma encomenda para 100 aviões do modelo 737 MAX, fabricados pela Boeing.

A empresa disse em comunicado que realizou apenas uma suspensão das encomendas, e está evitando comentar sobre um possível cancelamento. Com essa medida a empresa deixará de receber a primeira aeronave encomendada no 3º trimestre desse ano.

A decisão foi tomada, de acordo com a empresa, pela incerteza da segurança da aeronave, dessa forma eles optaram por não receber o primeiro avião neste ano.

A CAL encomendou 50 aviões dessa família em 2017, e logo depois expandiu seu pedido para 100 aviões. O acordo pode ter valor total de US$ 5,8 bilhões, quando consideramos o preço de lista do 737 MAX 8.

A China foi o primeiro país que ordenou a suspensão das operações com o 737 MAX, após o acidente com um avião da mesma família na Etiópia, no último dia 10 de março. O país também foi o único que suspendeu o certificado de aeronavegabilidade do 737 MAX.

Na semana passada, a Federal Aviation Administration (FAA, na sigla em inglês) disse que montaria uma equipe de revisão técnica entre os países para avaliar a segurança do Boeing 737 MAX. O regulador da aviação da China também foi convidado para participar dessa análise.