EUA vão exigir garantias para liberar empréstimo bilionário para companhias aéreas

(Reuters) – O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, disse às principais companhias aéreas na sexta-feira que quer que elas paguem parte dos 25 bilhões de dólares em subsídios que o Congresso aprovou no mês passado para cobrir os custos de sua folha de pagamento conforme as empresas enfrentam uma crise sem precedentes devido ao coronavírus, disseram três autoridades da indústria à Reuters.

Um comunicado do Tesouro informou que Mnuchin não exigirá que companhias aéreas de passageiros que receberão 100 milhões de dólares ou menos em assistência para a folha de pagamento paguem compensação, e que os recursos “estarão disponíveis imediatamente após a aprovação de seus pedidos”.

A Reuters informou na sexta-feira que o Tesouro não demandaria garantias de companhias regionais menores, que pediram ao governo que não exigisse compensação.

Mnuchin conversou com executivos das principais companhias aéreas em ligações privadas na sexta-feira e disse que o departamento estava oferecendo 70% da ajuda em subsídios que não precisariam ser pagos e 30% em empréstimos a juros baixos para os quais as companhias aéreas deveriam oferecer garantias, disseram as fontes.

As taxas de juros subiriam com o tempo se as companhias aéreas não pagassem os empréstimos, segundo as fontes.

Três pessoas com conhecimento do assunto disseram que as garantias, que dariam ao governo o direito de comprar ações a preço e prazo preestabelecidos, seriam iguais a 10% do valor do empréstimo.

Isso significa que em cada 1 bilhão de dólares em ajuda do governo, 700 milhões de dólares seriam em subsídios e 300 milhões de dólares seriam em empréstimos a juros baixos, com uma opção para o governo comprar 30 milhões de dólares em ações. Duas pessoas disseram que as garantias seriam precificadas conforme as cotações atuais das ações.


Qualquer um dos termos ainda pode estar sujeito a alterações à medida que as negociações continuam.

As garantias não geram dívidas no balanço patrimonial e, portanto, não devem prejudicar a capacidade das companhias aéreas para financiamentos no futuro, disseram especialistas.

DEIXE UMA RESPOSTA