Itapemirim
Foto: Gabriel Benevides/Aeroflap

Tiago Senna, ex-CEO da Itapemirim Transportes Aéreos disse em entrevista para a Veja que preferiu se desligar da empresa após desconfiar da falta de investidores na companhia aérea.

Segundo o executivo, Sidnei Piva que é dono do conglomerado da Itapemirim, prometia aportes financeiros de R$ 2,1 bilhões de reais de um fundo nos Emirados Árabes. A companhia aérea tinha planos ambiciosos ao longo de 2021, planejando encerrar o ano com 50 aeronaves da família Airbus A320.

Em 2024, Sidnei Piva pretendia ter um capital aberto na bolsa de valores avaliado em US$ 2 bilhões. 

“A não entrada do investidor foi fator preponderante de minha negativa em assumir a empresa, sendo esse o motivo de eu não continuar como CEO da aérea, inclusive antes do primeiro voo. Minha saída posterior do grupo se deu por motivos de foro íntimo, uma vez que os novos negócios não estavam alinhados com meus princípios”, Disse Tiago Senna ao Radar Econômico da Veja. 

Dividas com uniformes e equipes de solo

A Itapemirim está em dividas com a KLZ, empresa que confeccionou os uniformes da empresa desde setembro. A empresa de confecção de uniformes e assessórios cobra na justiça cerca de R$ 176.501 sobre os uniformes para a companhia aérea. O acordo firmado previa o pagamento em cinco parcelas, totalizando R$ 708.369,63.

Já com a Orbital, empresa terceirizada que prestava serviços no check-in e atendimento as aeronaves da companhia, a divida fica próximo dos R$ 12 milhões, a ITA suspendeu suas operações na sexta-feira (17) por estar sem os serviços da empresa terceirizada. Além da Orbital, a companhia aérea também era atendida pela Dnata. 

A companhia deixou mais de 45 mil passageiros sem viagens em plena véspera de Natal e ano novo. São cerca de 515 voos que a Itapemirim deveria operar entre o dia 17 de dezembro e o último dia de 2021, 31 de dezembro.

 

 

Fonte: Veja

 

 

 

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