O ex-ministro Moreira Franco, que já foi secretário de aviação civil entre 2013 e 2014, foi preso ontem após investigações apurarem um grande esquema de corrupção, envolvendo até mesmo áreas da aviação civil.

Moreira Franco esteve envolvido em pelo menos três esquemas de propinas, de acordo com uma publicação do G1.

O primeiro foi realizado em meados de 2013, em parceria com a Engevix. Notificado ppor José Antunes Sobrinho sobre a falta de margem de lucro na Usina Angra 3, Moreira Franco sugeriu um esquema novo para que a propina fosse paga.

A Engevix seria favorecida em dois projetos ligados ao setor de aviação civil. O primeiro é o Centro Nacional de Aviação, que teria o custo de construção total de R$ 250 milhões, o segundo é uma consultoria na área de aviação, para definir o futuro da mesma, ao custo total de R$ 16 milhões.

Depois de várias ligações e reuniões entre Moreira, Temer e Sobrinho, durante 2013 e o início de 2014, a licitação foi aberta em junho de 2014 e vencida pelo Consórcio Aeroportos Brasileiros, uma associação da Engevix com a Argeplan Arquitetura e Engenharia LTDA, também envolvida com esquemas de corrupção relacionados ao ex-presidente Michel Temer.

A licitação com a Consórcio Aeroportos Brasileiros foi cancelada posteriormente pela própria Secretaria de Aviação Civil.

No mesmo ano Moreira Franco também solicitou à Odebrecht o pagamento de R$ 4 milhões em propina, como forma da empresa estabelecer vantagem na concessão do Aeroporto do Galeão. O pagamento foi realizado pela Odebrecht, em parcelas de R$ 500 mil através do Coronel Lima.

As informações foram confirmadas pelo Ministério Público Federal.