Caças- F-5EM alinhados com a pista de decolagem da ALA-3- Foto: Sd, Wilham Campos/FAB

Terminou hoje (27/11) o Exercício Operacional (EXOP) Tínia. O exercício reuniu mais de 35 aeronaves e cerca de 400 militares envolvidos. O exercício operacional da FAB começou no dia 5 de novembro e teve como ponto de partida a Ala 3 (Base Aérea de Canoas) e a Ala 4 (Base Aérea de Santa Maria), ambas no estado do Rio Grande do Sul.

No Tínia a presença das aeronaves de caça foi grande, caças de alta performance como o A-1M e o F-5M estavam presentes nos diversos treinamentos. Contudo, ainda houve a participação dos A-29 Super Tucanos.

Outras aeronaves participantes foram o avião-radar E-99; a aeronave de reconhecimento R-35; além das aeronaves de apoio e transporte logístico: C-99; C-130; C-105; KC-130 Hércules; KC-390, bem como os helicópteros H-60L Black Hawk representando a aviação de asas rotativas. Ao todo foram mais de 1.100 horas de voo das aeronaves envolvidas no treinamento.

O EXOP Tínia teve como objetivo maior capacitar os militares para um cenário de conflito real e para isso a operação acontece de forma simulada em ênfase na guerra aérea convencional.

KC-130 Hércules da FAB também estve presente no EXOP Tínia- Foto: Sd, Wilham Campos/FAB

“O saldo do EXOP é extremamente positivo. Todo o planejamento foi executado conforme previsto e isso representa um grande ganho nessas condições de treinamento complexas que foram proporcionadas às nossas tripulações“, disse o Diretor do Exercício (DIREX) e Comandante da Ala 3, Brigadeiro do Ar Mauro Bellintani.

Em virtude da Pandemia todo um cuidado com os militares envolvidos e com a população local foi feito. Durante os 22 dias de exercício um plano de biossegurança foi realizado seguindo os protocolos de saúde.

 

Comabte BVR e missões aéreas compostas:

 

Caças- F-5EM taxiando pela pista da ALA-3- Foto: Sd, Wilham Campos/FAB

Uma das principais táticas que foram usadas no EXOP Tínia foi o combate BVR (do inglês, Beyond Visual Range), que significa além do alcance visual, que no cenário atual de combate é muito usado pelas forças aéreas.


Graças as tecnologias embarcadas nos caças e nos respectivos armamentos, é possível travar o inimigo na mira, disparar o armamento e alvejar o mesmo a grandes distâncias que vão além da visão do piloto.

Outro foco do exercício foram as missões aéreas compostas, o número de aeronaves envolvidas possibilita o intercâmbio de diferentes aviões no mesmo cenário e isso é primordial para o sucesso de uma missão.

Revo em um caça F-5EM- Foto: Sd, Wilham Campos/FAB

Um exemplo de missões aéreas compostas e como elas interagem foi a realização do REVO (reabastecimento em voo). Aeronaves KC-130 Hércules abasteceram os caças A-1M e F-5M que seguiam para suas missões.

 

Históricos das ALAS:

 

Foto: Força Aérea Brasileira

A ALA-3 em Canoas é o lar do 1º/14º GAV, o Esquadrão Pampa. O esquadrão da FAB que hoje opera as aeronaves de maior performance da FAB, foi criado em 1947 e desde então vem construindo uma história de conquistas e profissionalismo.

Além do Pampa, ainda sediam-se em Canos-RS outros dois grupamentos aéreos, os Esquadrões Phoenix e o 5º ETA.

Um dos destaques do Pampa, foi sua participação no exercício Red Flag 2008, na base aérea de Nellis, nos EUA. Os pilotos do esquadrão foram um dos destaques do exercício aéreo norte-americano que reuniu outras forças aéreas.

 

ALA-4 Santa Maria:

Vista aérea da ALA-4- foto: Autor desconhecido

A ALA-4 é a base das aeronaves A-1AMX. Na base está sediado os esquadrões Centauro e Poker, esquadrões que tem como foco missões de reconhecimento e ataque ao solo.

Em Santa Maria também tem a presença de aeronaves de asas rotativas, é o caso do esquadrão Pantera que usa aeronaves H-60L Black Hawk.

Também funciona nesta Ala o Esquadrão Hórus, que tem como objetivo missões de reconhecimento aéreo e controle avançado aéreo usado aeronaves não tripuladas. O esquadrão utiliza os VANTS Hermes RQ-450 e o RQ-900.

VANT usado pela força FAB

 

Nota: Agradecemos a atenção do Cecomsaer e especialmente da Tenente Daniela da ALA-3 e da Tenente Charlene da ALA-4, que prestou um grande apoio a nossa equipe.

 

Fonte de apoio: Força Aérea Brasileira

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