FAA admite que o Boeing 737 MAX poderá voar antes do meio do ano

Boeing

Na sexta-feira, o administrador da FAA, Steve Dickson, telefonou às autoridades aéreas americanas para lhes dizer que a agência poderia aprovar o retorno do Boeing 737 MAX antes do meio do ano, segundo fontes.

De acordo coma Reuters, a ligação ocorre poucos dias após a Boeing fornecer uma atualização sobre o retorno do avião. Em seu último informe periódico sobre o retorno do 737 MAX, a Boeing disse que não esperava que a aeronave voltasse a funcionar até meados de 2020, mas reconheceu que os reguladores decidiriam quando a aeronave voaria novamente.

“Enquanto a FAA continua a seguir um processo completo e deliberado, a agência está satisfeita com o progresso da Boeing nas últimas semanas em direção a alcançar marcos importantes. A segurança é a principal prioridade e a FAA continua a trabalhar com outros reguladores de segurança para garantir que a Boeing resolva todos os problemas conhecidos da aeronave”, disse um Porta-voz da FAA.

A FAA confirmou em comunicado que Dickson está reiterando que sua agência “não estabeleceu um prazo para a conclusão do trabalho de certificação na aeronave”.

Uma fonte da Reuters próxima ao assunto disse que o cronograma da Boeing, estimando o retorno no meio do ano, é “muito conservador”, o que significa que é possível que a aprovação da FAA ocorra antes do meio do ano, caso a Boeing continue com sua atual taxa de progresso. No entanto, problemas inesperados podem surgir nos próximos meses.

A Boeing ainda precisará dar assistência para as companhias aéreas no treinamento do pilotos, que foi modificado. Agora o treinamento é completo na transição do NG para o MAX, e precisa ser realizado em um simulador específico para o 737 MAX.

As companhias aéreas disseram que precisarão de pelo menos 30 dias para colocar o 737 MAX nos voos comerciais, após a FAA conceder aprovação para treinamento de pilotos, atualizações de software e manutenção necessária.


Nas últimas semanas, várias novas preocupações chamaram a atenção da Boeing e da FAA, incluindo a localização de pacotes de fiação no MAX e um novo problema de software que surgiu durante testes recentes. David Calhoun, o novo CEO da Boeing, disse na quarta-feira que não considerava esses pontos como “problemas sérios”

O avião mais vendido da Boeing está parado desde março, depois que dois acidentes fatais mataram 346 pessoas. Um sistema do avião, chamado MCAS, esteve no pivô de todo problema da Boeing com o 737 MAX.

 

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