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Durante a participação da FAA no Singapore Airshow 2020, um importante evento do meio aeronáutico, o chefe da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), Steve Dickson, declarou como será o retorno do 737 MAX aos voos comerciais, bem como o novo processo de certificação após vários problemas que foram descobertos no avião durante os últimos meses.

De acordo com Dickson:“O voo de certificação e, em seguida, a avaliação do voo de certificação, é realmente o próximo grande marco. São os pilotos da FAA que avaliam a conformidade do software final com os regulamentos das aeronaves da Categoria de Transporte da FAA”.

Sobre os problemas que surgiram ultimamente no 737 MAX ele disse: “Ainda temos alguns problemas a resolver, mas continuamos a restringir os problemas. Estamos aguardando propostas da Boeing sobre alguns itens para poder abrir caminho para esse voo [de certificação]”.

De acordo com Steve Dickson, alguns problemas, como da luz de aviso que o sistema de compensação estava sendo utilizado, pode ser resolvido em poucos dias.

Em referência a uma questão separada sobre a organização de fios no MAX, Dickson disse: “A Boeing ainda não nos deu uma proposta [para resolver] isso. Vamos ver até que ponto esses problemas são comuns com o 737NG.”

Depois de esclarecer o problema, Dickson disse que o primeiro passo é a realização dos voos de certificação, depois que da conclusão dos mesmos, a FAA entrará em uma fase de validação operacional, alinhando os dados dos voos com outras características, como a conformidade com a nova proposta de treinamento de pilotos.

As modificações, se necessárias, serão apontadas por uma equipe formada pela FAA e por outros órgãos de segurança da aviação de países parceiros, de acordo com Dickson.


A FAA também deve considerar as respostas do público à lista principal de equipamentos mínimos que está em discussão desde 05 de dezembro, antes de chegar ao estágio de emitir uma notificação de aeronavegabilidade contínua à comunidade internacional – com aviso de ações significativas de segurança pendentes – e uma diretiva de aeronavegabilidade, aconselhando os operadores sobre as ações corretivas necessárias.

Após a emissão dos certificados de aeronavegabilidade, as companhias aéreas dos EUA precisarão obter seus programas de treinamento aprovados pela FAA, é mais um processo que pode alongar em alguns meses a volta do 737 MAX aos voos comerciais.

Cada órgão de segurança de cada país deve aprovar as correções nos 737 MAX afetados, e que estão estacionados sem uso, bem como liberar o novo programa de treinamento de tripulantes, característico de cada companhia, mas que tem como base as regras emitidas pela Boeing.

Por enquanto, porém, o foco está em alcançar o voo de certificação. “Se você encarar isso como um fluxo de trabalho, ele começará a se fragmentar em alguns fluxos paralelos quando você chegar a esse ponto”, observa Dickson.

A FAA está “seguindo um processo muito diligente”, diz ele, acrescentando: “É importante mantermos o foco no processo e não em uma linha do tempo”.

Ele promete que o MAX, ao retornar ao serviço, será “a aeronave mais examinada da história”. A FAA também impõe a exigência de que toda companhia aérea deverá realizar um voo de validação sem passageiros a bordo, com cada aeronave da frota.

Dickson também esboça como todo o processo pode afetar a regulamentação futura: “As lições aprendidas levarão, idealmente, a uma abordagem mais holística do que transacional, item a item, para certificação de aeronaves – não apenas nos EUA, mas em todo o mundo, onde iremos integrar de maneira mais eficaz as considerações sobre fatores humanos em todo o processo de projeto, à medida que as aeronaves se tornam mais automatizadas e os sistemas mais complexos.”

 

Fonte: FlightGlobal

 

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