A Boeing e a FAA (Federal Aviation Administration) entraram em conflito com uma modificação de segurança para os aviões Boeing 727, com o órgão regulador rejeitando três tentativas de retirar uma proposta de alteração no trimotor da Boeing.

A preocupação da FAA são os tanques auxiliares de combustível do Boeing 727, localizados na fuselagem da aeronave.

A FAA argumenta que o sistema indicador de quantidade de combustível apresenta uma fonte potencial de ignição elétrica e, dentro de 12 meses, os operadores devem modificar o sistema, para eliminar o risco de explosão ou desativar os tanques de combustível.

Mas a Boeing se opôs à exigência, em três frentes.

A fabricante insiste que sua própria avaliação de segurança mostra que o 727 não possui uma condição insegura, que a probabilidade de uma falha elétrica latente não detectada no sistema indicador é “extremamente remota” e que a vulnerabilidade do tipo é limitada.

A Boeing ressalta que 272 aeronaves foram construídas com os tanques auxiliares, mas apenas seis foram operadas sob a jurisdição da FAA quando a modificação foi proposta originalmente.

A FAA, no entanto, recusou-se a retirar a diretriz de alteração do sistema do tanque de combustível, que entra em vigor em 04 de fevereiro de 2020.

A FAA afirma que a Boeing não forneceu detalhes específicos sobre sua avaliação de segurança, enquanto a FAA acredita que a arquitetura, juntamente com os detalhes do projeto do componente e da instalação, apresenta um risco que requer ação corretiva.

A Boeing reconheceu anteriormente que os tanques auxiliares do Boeing 727 tem um problema no medidor de combustível, mas não aponta a combinação dita no documento da FAA, onde uma falha no fio do tanque e um curto-circuito fora do tanque pode resultar em uma fonte de ignição.

Existem semelhanças entre a arquitetura do sistema indicador de quantidade de combustível 727 e a da variante 747 envolvida na perda fatal do voo 800 da TWA, por meio de uma explosão de combustível, em julho de 1996.

A Boeing afirma que as propostas da FAA gerarão custos desnecessários e não promoverão a segurança aérea.

A FAA afirma que é obrigada a informar sobre as aeronaves afetadas por questões de segurança, independentemente de onde elas são operadas, acrescentando que sua determinação da condição insegura “não foi conduzida” por uma avaliação de risco da frota de aeronaves ativa atualmente.

Também acusa a Boeing de se contradizer sobre a probabilidade de uma condição de falha elétrica latente não detectada no sistema indicador, depois que o aeromodelo enviou relatórios especiais de regulamentação federal da aviação, afirmando que uma condição de falha latente no tanque não poderia ser considerada extremamente remota.

 

Via – FlightGlobal