Foto - American Airlines/Handout via REUTERS

(Reuters) A Boeing ainda tem uma série de passos a cumprir antes de poder retomar os voos do 737 MAX, incluindo o envio da versão pré-produção de uma atualização de software do avião, afirmou o presidente da agência norte-americana de aviação (FAA), Steve Dickson, nesta sexta-feira.

Dickson reuniu-se com executivos da Boeing na quinta-feira e testou o software atualizado para resolver problema no sistema anti stall em um simulador. Na semana que vem, ele se reunirá com cerca de 50 autoridades de aviação em Montreal para discutir o caso do avião, que teve os voos suspensos em março, após duas quedas em intervalo de meses que mataram centenas de pessoas.

A FAA esta avaliando as mudanças no software há meses e continua sem ter certeza quando a Boeing poderá fazer um voo de teste de certificação, um passo necessário antes que o avião mais vendido da companhia possa voar de novo.

“Eu não vou liberar o avião até que esteja pessoalmente satisfeito”, disse Dickson, falando à Reuters por telefone.

Foto – Boeing

Algumas autoridades governamentais afirmaram que não acreditam que a Boeing conseguirá fazer o voo de certificação até pelo menos meados de outubro.

A Boeing tem repetidamente afirmado que espera que os voos do avião sejam retomados no início do quarto trimestre. A companhia reiterou na quinta-feira que continua “comprometida em trabalhar em colaboração” com a FAA e outros reguladores.

A FAA ainda precisa ver “a descrição final do sistema” – um documento de 500 páginas que trata da arquitetura do sistema de controle de voo e “das mudanças que eles fizeram”, disse Dickson, acrescentando que as mudanças de software precisam estar em estado de “pré-produção” e não numa “versão beta”.

Assim que a descrição do sistema for concluída, a FAA vai trabalhar com a Boeing para desenvolver a “análise integrada do sistema de segurança”, um passo que vai levar vários dias para ser completado.

A partir daí a FAA vai para a próxima fase – cenários do fluxo de gestão do piloto. Assim que isso acontecer, a agência poderá “estar muito mais perto de estimar um prazo para quando o voo de certificação vai ocorrer”.

A FAA planeja receber colaborações de reguladores internacionais da Europa, Canadá e do Brasil, onde o maior cliente do 737 MAX é a companhia aérea Gol.