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A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) identificou um novo potencial risco envolvendo o Boeing 737 MAX, que também enfrenta um período turbulento após dois acidentes, gerados por um problema no software de controle de voo da aeronave.

O risco foi descoberto durante uma seção de simulador na semana passada, disseram para a Reuters fontes com conhecimento do assunto.

A FAA declarou que a Boeing precisará corrigir esse erro, e o voo de teste de certificação, marcado para o dia 08 de julho, foi cancelado. Agora a agência entra em um período de revisão de projeto, com duração de duas a três semanas, para definir um novo voo de certificação da aeronave.

Questionada sobre o novo risco, a Boeing disse que está “trabalhando em estreita colaboração com a FAA para que o Boeing 737 MAX consiga voar novamente com segurança”.

Cockpit do 737 MAX 8. Foto – Boeing/Leo Dejillas

A FAA e a Boeing recusaram comentar sobre os motivos da revisão, mas fontes informaram que um piloto de testes da FAA descobriu o problema durante uma simulação, onde o piloto colocava o avião em cenários de ativação intencional do MCAS, como uma condição onde o computador juntamente com o MCAS entram em ação para barrar um alto ângulo de ataque, em condição de pré-estol.

De acordo com as fontes, o sistema MCAS foi ativado, de acordo com o esperado pela Boeing, mas a aeronave demorou muito tempo para recuperar a sua estabilidade de voo.

Não ficou claro se a situação pode ser resolvida com uma atualização de software ou se esse problema é relacionado ao avião ou hardware do computador, mas a Boeing disse à FAA que acredita que o problema pode ser resolvido com uma atualização de software.

Não há previsões sobre algum tipo de atraso que essa nova alteração no software da aeronave possa causar no projeto, ou seja, no retorno das aeronaves aos voos comerciais. Desde março deste ano,diversas agências reguladoras determinam que o 737 MAX está proibido de realizar voos comerciais, até uma nova atualização de software solucionar os comandos erráticos do sistema MCAS.

 

Com informações de Reuters.