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Nesta última terça-feira (25/02) a FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA), disse que pretende proibir voos 737 MAX até que cada aeronave seja submetida a inspeções relacionadas aos riscos decorrentes de descargas atmosféricas, como raios.

De acordo com a FAA, a vulnerabilidade à descargas atmosféricas está ligada aos problemas de projeto nos painéis superiores da carenagem dos motores CFM International Leap-1B do 737 MAX.

Raios podem permitir que os dois motores Leap-1B desliguem durante o voo, visto que falhas nos fios permitem a queima de unidades de controle desses motores.

A ligação elétrica especificada pela FAA protege os sistemas críticos contra descargas atmosféricas.

“Certos painéis de carenagem externos na parte superior da nacele e do suporte do motor (os painéis de carenagem em miniatura e de carenagem no meio) podem não ter a qualidade da ligação elétrica necessária para garantir uma blindagem adequada da fiação subjacente contra os efeitos eletromagnéticos dos raios ou campos magnéticos de alta intensidade”, diz a diretriz.

A diretriz da FAA, no entanto, exige inspeções em todas as aeronaves 737 MAX 8 e 737 MAX 9, antes das mesmas retomarem os voos comerciais. A questão não afeta os aviões 737NG, afirma a FAA.

Se confirmado uma falha no isolamento, feito com folhas de alumínio, as companhias devem substituir os painéis afetados, bem como a carenagem do motor onde há danos. Um teste nas juntas entre as peças deve ser realizado, para verificar se há possibilidade de passagem de corrente entre as partes.


De acordo com a Boeing, a verificação dos componentes citados pela FAA pode levar até 5 horas por aeronave. Se a manutenção for necessária, a aeronave deve ficar mais 20 horas em solo para o procedimento ser realizado.

 

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