O conforto é alto bastante relativo para os passageiros, alguns justificam que aguentam o pouco espaço das Low Cost por uma passagem mais barata, outros preferem voar nas companhias tradicionais, que oferecem mais serviços, porém por um valor mais alto.

Mas o espaço nas aeronaves pode encolher ainda mais, pelo menos nos Estados Unidos.

A FAA, o principal órgão de regulamentação da aviação nos EUA, iniciou estudos para verificar critérios de segurança na redução do espaço entre os assentos. A agência quer analisar se um espaço menor que 29 polegadas de distância, entre um assento e outro, pode comprometer a evacuação de emergência de uma aeronave.

Dessa forma, se a pesquisa demonstrar que não afeta a rápida saída dos passageiros em caso de emergência, as companhias podem diminuir ainda mais o espaço para os passageiros, inclusive as tradicionais que lutam para sobreviver contra as companhias Low Cost.

Atualmente a regulamentação aponta que, em caso de emergência, todos os passageiros devem ser retirados de uma aeronave em 90 segundos, com apenas metade das portas disponíveis para saída.

Todas as aeronaves passam por testes que certificam essa questão de segurança. Nos últimos anos as empresas que fabricam aviões testaram alternativas, substituindo portas normais por janelas/saídas de emergência, e aumentando o espaço para mais assentos, como a Airbus fez com o A321neo (ACF).

Até então os aviões foram testados com sua capacidade máxima, no caso de um 737 MAX 8, com 189 passageiros a bordo, diminuindo o espaço entre os assentos, poderá ser possível encaixar mais uma ou duas fileiras, com 6 ou 12 assentos a mais na mesma aeronave. Lembrando que o 737 MAX 8 já tem uma versão com 197 assentos (737 MAX 200), e que exige uma janela de emergência extra.


De qualquer modo, os testes serão iniciados no próximo mês com um simulador de cabine, e devem ser concluídos até o final deste ano.