A família de aviões 737, fabricada pela Boeing, precisará de novas correções de acordo com uma diretriz de aeronavegabilidade emitida pela FAA nesta última quinta-feira.

De acordo com a Federal Aviation Administration (FAA), os operadores do 737 Classic, NG e MAX precisarão realizar inspeções nos switchs de pressão de altitude da cabine. O teste inclui ativações repetitivas do componente em solo, com finalidade de identificar possíveis falhas.

De acordo com a FAA, uma falha no acionamento da pressurização pode ocasionar em uma não ativação do sistema de alerta de altitude de cabine, se a aeronave exceder os 10000 pés de altitude. Como resultado, o avião entra em uma situação não pressurização sem aviso do próprio componente da aeronave.

Os testes devem ser realizados em até 2000 horas de voo de cada aeronave, ou 90 dias após a publicação da diretriz de aeronavegabilidade. O mesmo teste deve se repetir a cada 2000 horas de voo.

A FAA disse que a emissão dessa diretriz partiu de uma investigação realizada pela Boeing, apontando um risco de falha nos switchs. Este problema não causou nenhum incidente em voo até o momento.

Devido à importância das funções fornecidas pelo switch, a FAA em 2012 determinou que todos os aviões Boeing 737 utilizassem dois switches para fornecer redundância em caso de falha de um switch.

Cerca de 2502 aviões devem ser inspecionados somente nos Estados Unidos, e 9315 em todo o mundo, incluindo o Brasil. Todas as gerações de aeronaves 737 são afetadas pelo erro nos switchs de pressão de altitude da cabine.

 

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