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Força Aérea Brasileira

Na noite deste domingo (21), a Força Aérea Brasileira (FAB) publicou uma nota oficial, esclarecendo sobre o voo de uma aeronave do Grupo de Transporte Especial, aos Estados Unidos. 

A nota veio em resposta à uma série de publicações no Twitter, onde a escritora e ativista Daniela Abade apresenta um levantamento, apontando que o escritor Olavo de Carvalho teria sido levado aos Estados Unidos a bordo de uma aeronave da FAB

Com base em informações de uma fonte em Brasília e coleta de dados no FlightRadar e FlightAware, Daniela levanta a suspeita de que a FAB teria levado Olavo de Carvalho aos EUA a bordo do Embraer VC-99B 2582. Ela também questiona a razão do pouso no aeroporto de Mac Arthur, em Long Island, ao invés de JKF em Nova Iorque. 

Confira a nota na íntegra. 

Sobre os comentários levianos e irresponsáveis relativos a um voo de aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para os Estados Unidos, no dia 13 de novembro, que têm circulado nas redes sociais, a Instituição reitera que não transportou qualquer passageiro, incluindo o Sr. Olavo de Carvalho, no trecho em questão. Apenas os tripulantes que cumpriam a missão estavam a bordo.

A FAB repudia e não aceita a suposição de que teria participado de algum transporte de passageiro de maneira irregular ou oculta. Todos os atos da Instituição são balizados pela observância às leis e sob a ótica da transparência. A divulgação de inverdades, sem a devida apuração, deve ser combatida, por contribuir para a desinformação da sociedade.

A FAB reitera que cumpre o estabelecido pelo Decreto n° 10.267, de 5 de março de 2020, que dispõe sobre o transporte aéreo de autoridades em aeronaves do Comando da Aeronáutica. Ao contrário do que tem sido mencionado sobre o transporte no dia 11 de novembro, a FAB não requisitou sigilo algum aos voos designados para o transporte de Ministros de Estado com intuito de omitir a
visualização em sites de monitoramento, que é perceptível mediante a presença, nas aeronaves, do equipamento ADS-B (Automatic Dependent Surveillance – ou, em português, Sistema de Vigilância Aérea Automático).

Embora as missões dos dias 11 de novembro para São Paulo e 13 de novembro para os Estados Unidos tenham feito uso da aeronave com registro FAB 2582, não há qualquer relação de planejamento entre as duas missões, sendo totalmente incoerente concluir que foi realizado em forma de outros proveitos.

Sobre o planejamento da missão de forma geral, o pouso no aeroporto Mac Arthur em Long Island foi o primeiro realizado nos EUA e programado por motivo de restrição de pátio no aeroporto JFK, que por ser um local de grande movimentação, as autoridades americanas solicitam que o tempo de permanência no solo de aeronaves que não operam regularmente naquela localidade seja de, no máximo, 2 horas, o que inviabilizaria o trajeto direto a este aeroporto.

O pouso em Long Island foi então considerado pelo fato de já ser um local comumente utilizado como base de suporte pela FAB em viagens para Nova York e que o aeroporto está apenas a 32 milhas náuticas, que equivalem a aproximadamente 59 quilômetros e cerca de 10 minutos do destino. Somou-se ainda à decisão do pouso no aeroporto Mac Arthur o fato de possibilitar todo o processo de imigração dos tripulantes e também de não ter passageiros a bordo da aeronave.

A Instituição permanece diuturnamente à disposição da sociedade brasileira, trabalhando para ser uma Força Aérea de grande capacidade dissuasória, operacionalmente moderna e atuando de forma integrada para a defesa dos interesses nacionais. Com o labor ininterrupto de seus militares e civis, atuando de forma transparente, permanece sendo uma das mais respeitadas Instituições do País.

Brasília, 20 de novembro de 2021.

Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

Abaixo, as publicações de Daniela no Twitter. 

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