No dia 4 de julho, uma aeronave C-97 Brasília do Segundo Esquadrão de Transporte Aéreo (2° ETA) – Esquadrão Pastor, localizado em Parnamirim (RN), foi acionada para a realização de uma missão de Transporte de Órgãos, Tecidos e Equipes (TOTEQ).

A tripulação composta por dois pilotos, um mecânico de voo e um comissário de bordo decolou às 22H30 de Parnamirim com destino a Recife (PE) para buscar a equipe médica responsável pela captação de um coração. Após o embarque da equipe, a aeronave decolou para Petrolina, cidade pernambucana na qual encontrava-se o doador do órgão. Às 4h, após a conclusão da cirurgia de captação, os envolvidos regressaram para Recife, cidade na qual o paciente aguardava o coração para ser transplantado.

O Tenente Aviador Felipe Braga Silva, um dos tripulantes da aeronave que transportou a equipe médica e o coração, fala sobre a importância das missões TOTEQ. “A possibilidade do transplante é fonte de esperança para muitos brasileiros que aguardam na fila pela oportunidade de uma vida nova, com mais saúde e mais qualidade. Poder fazer parte da equipe que torna isso possível é extremamente recompensador para nós da Força Aérea Brasileira”, diz o piloto.

Em muitos casos, o emprego das aeronaves da Força Aérea Brasileira é fundamental para que o processo de transplante aconteça com sucesso, em virtude do curto tempo de isquemia de alguns órgãos. Esse período significa o prazo entre a retirada do órgão do doador e o seu implante no receptor e varia para cada um deles. O tempo máximo de isquemia normalmente aceito para o transplante de um coração, por exemplo, é de 4 horas, o que torna impraticável a utilização de outros meios de transporte.

Na terça-feira (9/7), o Grupo de Transporte Especial (GTE), sediado em Brasília (DF), também foi acionado para realizar o transporte de um órgão para transplante. Uma aeronave VC-99 decolou de Brasília para captar um fígado em Campo Grande (MS) e levar até Rio Branco (AC), onde estava o receptor.

Fonte: FAB / Fotos: Esquadrão Pastor e GTE