Foto - FAB

A Força Aérea Brasileira (FAB) está atuando nas eleições 2018 com o transporte de urnas, mesários e agentes de segurança a locais de difícil acesso nos Estados do Acre e de Roraima, inclusive áreas de fronteira norte, com a Guiana Francesa e a Venezuela; e na fronteira oeste, com a Bolívia e o Peru.

Três helicópteros H-60L Black Hawk do Esquadrão Harpia (7º/8º GAV) estão envolvidos na missão, que termina apenas após a coleta das urnas – atividade realizada nos dias subsequentes ao da votação. Ao todo, serão cumpridas 120 horas de voo nessa missão.

São considerados locais de difícil acesso, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aqueles que não possuem estradas que os liguem a um município, ficando dependentes de via aérea ou fluvial. Como nesta época do ano a Região Norte passa pelo chamado verão amazônico, ou seja, por um período de seca, os rios estão com nível de água baixo e a navegação fica impraticável. Quem explica é o Juiz Eleitoral da 3ª zona do TRE-AC.

“Trata-se de uma área bastante extensa e de floresta amazônica. A logística é complexa e o apoio da FAB, essencial. Mesmo que seja um grande esforço para 300 ou 400 pessoas votarem em cada urna dessas, trata-se de um direito fundamental previsto na Constituição e cabe a nós viabilizar isso”, disse ele.

Uma das comunidades atendidas foi Lua Nova (AC), onde aproximadamente 300 eleitores irão escolher seus representantes neste domingo (07/10). No local, distante aproximadamente 90km da cidade mais próxima – Sena Madureira – poucas casas compõem o cenário. A única escola da comunidade, que tem só uma sala de aula e uma professora, vai se transformar em seção eleitoral. Como as residências ficam muito espraiadas, algumas famílias ainda precisam realizar deslocamentos que duram até quatro horas, para poder votar.

O produtor rural Raimundo Coelho, que mora ao lado da escola de Lua Nova, apoia a votação na comunidade há quase dez anos. Ele dá o suporte necessário aos mesários e aos agentes de segurança que vão até a comunidade junto com as urnas e garantem que a votação aconteça. Suprimentos para que essas equipes possam permanecer aproximadamente uma semana nesses locais também são transportados pela FAB – alimentos, colchões, água, pertences pessoais, entre outros.

Em muitos casos, mesários e agentes de segurança dormem no local onde vai acontecer a votação. Devido ao treinamento dado aos mesários, é inviável que sejam utilizadas pessoas da própria comunidade.

“Agradeço ao Governo por estar nos dando esse apoio. Diminui muito o sofrimento das famílias. Mesmo com essa urna aqui, ainda há pessoas de locais mais afastados que demoram horas para chegar em Lua Nova e poder votar”, disse Raimundo.

Os locais de difícil acesso, além da logística complexa, também possuem especificidades quanto à comunicação. Isso porque não há sinal de telefone, muito menos conexão à Internet. Por isso, além de duas urnas e duas baterias (principal e backup), há um equipamento chamado BGAN, que, via satélite, transmite o resultado da apuração às centrais. “Só para orientar os mesários nesse equipamento, foram quatro dias de treinamento”, explica a servidora do TRE-AC, Beatriz Pacífico de Assis.

Para as tripulações envolvidas no transporte das urnas e de pessoal, trata-se de uma missão complexa, do ponto de vista operacional, mas recompensadora no que se refere à cidadania e à integração do país. O Tenente Aviador Igor Liguori, um dos pilotos que atuou no Acre, explica que os principais desafios são a meteorologia da Região Norte, que tem a característica de mudar rapidamente, e as dificuldades de pouso. A tripulação, quando sai para a missão, sabe apenas as coordenadas do local – que nem sempre são exatas. Chegando ao ponto correto, é preciso encontrar uma clareira para o pouso.

“É um sentimento de dever. Nossa missão é essa. É muito gratificante poder chegar com nosso helicóptero e levar cidadania e dignidade a essas pessoas, que são brasileiros como nós”, disse o Tenente Liguori.

 

Região Nordeste

A FAB realizou nesta quinta-feira (04/10) o transporte aéreo das tropas federais que atuarão na Operação de Garantia da Votação e Apuração em 72 municípios do estado do Maranhão por solicitação do TSE.

Militares do Exército vindos do Amapá foram transportados pelo Esquadrão Arara (1º/9º GAV) a bordo da aeronave C-105 Amazonas. Eles desembarcam em São Luís.

Nesta sexta-feira (05/10), desembarcaram, na Ala 10, em Natal (RN), 150 militares do Exército Brasileiro. Os militares, oriundos de unidades de Salvador (BA), foram transportados pelo Boeing 767, do Esquadrão Corsário (2º/2º GT), para atuarem durante as eleições no 2018 no Rio Grande do Norte.

 

Região Norte

Também na sexta, a FAB realizou o transporte de tropa de fuzileiros navais para cumprirem a missão de Garantia da Votação e Apuração, dentro da Operação Eleições 2018. Os militares embarcaram na Ala 9 (Belém) no helicóptero H-36 Caracal, do Esquadrão Falcão (1º/8º GAV), da Ala 10 (Natal), em direção à cidade de Anajás, no interior da ilha do Marajó (PA). De lá, a aeronave continuou a missão levando outros militares para Macapá (AP).

No sábado, tropas do Grupo de Segurança e Defesa de Belém (GSD-BE), da Ala 9, e do Esquadrão Falcão realizaram o transporte de urnas eleitorais pelo ar e pelo rio, garantindo o exercício da democracia em populações ribeirinhas na Amazônia.

Também saindo de Belém, militares da FAB e do Exército foram transportados até a cidade de Araguaína (TO). Eles embarcaram na aeronave C-97, do Esquadrão Tracajá (1º ETA).