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TB2 da Força Aérea Ucraniana com bombas MAM. Foto: Ministério da Defesa Ucraniano.

A Finlândia poderá ser mais um país na carteira de clientes da indústria de defesa da Turquia. Pelo menos é o que indica uma declaração do ministro de Relações Exteriores finlandês, Pekka Haavisto. 

Durante uma coletiva de imprensa na capital Helsinque nesta quarta-feira (01), Haavisto afirmou que seu país “pode estar interessado em certos sistemas de armas fabricados na Turquia”. Citado pelo portal turco SavunmaSanayiST, o ministro disse que os drones “podem estar entre esses sistemas.”

Nos últimos anos a Turquia vem obtendo um crescimento na exportação de seus produtos militares, com especial destaque aos drones Baykar Bayraktar TB2. As aeronaves não tripuladas tem apresentado uma excelente performance em combate, especialmente no conflito de Nagorno-Karabakh em 2020 e na guerra Russo-Ucraniana.

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TB2S da Força Aérea Ucraniana.

Neste último exemplo, o drone turco virou um símbolo da resistência da Ucrânia contra as tropas de Moscou, inclusive virando o tema de uma música. O modelo já foi adquirido por um total de 11 países, fora sua nação de origem. 

O Aerotime Hub observa que os comentários de Haavisto têm como pano de fundo a posição da Turquia de bloquear a candidatura da Finlândia e da Suécia à adesão à OTAN. Os três países realizaram uma rodada de negociações no final de maio, e Haavisto – assim como a primeira-ministra sueca Magdalena Andersson – dizem que as negociações vão continuar. 

A Turquia é uma das nações mais “complicadas” da OTAN em termos de relações exteriores. O país tem se aproximado bastante da Rússia nos últimos anos. A aquisição de sistemas de defesa aérea S-400 levou à expulsão de Ankara do programa do caça F-35, algo debatido com os EUA até hoje.